Panamá fica no Círculo de Fogo do Pacífico, região que concentra 90% dos tremores do mundo; entenda
Terremoto de magnitude 7,6 atinge o Panamá Reprodução O Panamá, atingido por um terremoto nesta sexta-feira (9), está localizado em uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta: o Círculo de Fogo do Pacífico, uma faixa de aproximadamente 40 mil quilômetros que concentra cerca de 90% dos terremotos registrados no mundo.
A região acompanha as bordas do oceano Pacífico e passa por países como Chile, México, Estados Unidos, Japão e Rússia.
Além dos terremotos, reúne centenas de vulcões ativos.
A explicação está no movimento das placas tectônicas, enormes blocos que formam a camada mais externa da Terra.
O Panamá fica próximo ao encontro de diferentes placas, cujos movimentos acumulam tensões nas rochas e podem provocar terremotos.
Mas o que torna essa região tão sujeita a tremores? E por que alguns terremotos também provocam tsunamis? O que é o Círculo de Fogo do Pacífico e qual a relação dele com o terremoto em Mianmar O que é o Círculo de Fogo do Pacífico? O Círculo de Fogo é uma extensa faixa geológica em formato de ferradura que acompanha praticamente todo o contorno do oceano Pacífico e inclui a costa oeste das Américas, parte da Ásia e da Oceania.
A região começa no extremo sul da América do Sul, passa pela costa do Pacífico da América Central e da América do Norte, alcança o Alasca e segue em direção à Rússia, ao Japão, às Filipinas e à Nova Zelândia.
Ao longo desse percurso, há uma grande concentração de falhas geológicas, vulcões e áreas onde placas tectônicas se encontram.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Círculo de Fogo é a região sísmica e vulcanicamente mais ativa do mundo.
Além de concentrar aproximadamente nove em cada dez terremotos, a faixa abriga cerca de 81% dos maiores tremores registrados no planeta.
Por que há tantos terremotos nessa região? A explicação está no movimento das placas tectônicas, que compõem a parte rígida mais externa da Terra.
Essas placas se movimentam lentamente, geralmente alguns centímetros por ano.
Dependendo da região, elas podem se afastar, deslizar lateralmente ou colidir umas com as outras.
Segundo a a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), quando duas placas ficam presas pelo atrito, a tensão pode se acumular durante anos, décadas ou até séculos.
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