Quando o Grêmio está em perigo, a única solução é 'O Super Renato'
Não existe nenhum treinador que trabalha no Brasil com uma situação mais confortável do que Renato Gaúcho.
Admiro muito a condição que ele tem de ter o controle total da sua vida profissional.
Um cara que já fez inegavelmente grandes trabalhos e que já demonstrou que não escolhe seu trabalho só por dinheiro, ou seja, no primeiro convite aceita e ainda coloca uma multa contratual "bem gorda" para deixar o clube contra as cordas.
Já recusou Corinthians, Santos, por exemplo, por não achar interessante para ele profissionalmente e socialmente.
Pelo que vejo, o Renato tem três preferências básicas para escolher um clube para treinar, são elas:
1 - local com praia 2 - se possível no Rio de Janeiro 3 - ser o Grêmio
Pronto, se for desse jeito ele aceita na hora sem pensar, e está certo ele que tenta unir o útil ao agradável.
Pelo que parece, o Renato não precisa desesperadamente de dinheiro, por isso tem o poder da escolha, e isso se deve aos bons contratos que fez quando jogava e depois como treinador.
O Renato é um gremista meio carioca que tem um coração enorme, porque existem diversas histórias de que ele sempre tirou dinheiro do próprio bolso para ajudar jogadores mais jovens e funcionários em clubes que atrasavam salários, quando jogava e também quando já era treinador.
Isso demonstra que sua prioridade não é dinheiro a todo custo, e não vejo ninguém do meio do futebol criticar o caráter do Renato.
Agora, com o Grêmio em total desespero, com a corda no pescoço depois da derrota em casa por 2 x 1 no confronto direto com o Vasco, demitiu o treinador português Luís Castro, recorreu a quem para salvá-lo? "Não é o Rinus Michels, não é o Telê Santana, não é o Guardiola", mas é o "Super Renato".
É isso mesmo, para os gremistas o Renato foi um super-herói quando jogava e também virou herói como treinador.
Não fui pesquisar, portanto não me lembro se tem outro cara que foi campeão da Libertadores como jogador e treinador do mesmo clube aqui no Brasil, porque ele foi.
O Renato foi determinante e super protagonista pelo Grêmio em 1983, quando foi campeão da Libertadores contra o Peñarol, e mundial, fazendo os dois gols da vitória por 2 x 1 contra o Hamburgo em Tóquio.
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