Meta é condenada a pagar US$ 25 bi ao Novo México após condenação sobre privacidade
21 Out (Reuters) – Um juiz do Novo México ordenou que a Meta pague US$ 25 bilhões nesta quarta-feira, depois que um júri considerou a companhia culpada de enganar os consumidores em um caso decorrente de alegações de que uma empresa de consultoria política envolvida na campanha presidencial de Donald Trump em 2016 obteve dados de milhões de usuários do Facebook sem o consentimento deles.
O procurador-geral do estado processou a Meta em 2021, após revelações de que a Cambridge Analytica, uma empresa britânica de consultoria política, havia coletado dados pessoais de até 87 milhões de usuários do Facebook por meio de um aplicativo de terceiros.
Leia também CEO da Nvidia celebra potencial da IA na Europa cercado por patos robôs ‘Nenhuma região se dedicou à produção de mecatrônica, eletrônica e sistemas mecânicos com o mesmo nível de precisão e habilidade que a região europeia”, afirma Jensen Huang TSE pede parecer do Ministério Público sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras Ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para manifestação sobre medidas adotadas pela empresa, que nega tratamento desigual entre as campanhas presidenciais O estado acusou a Meta de mentir aos usuários do Facebook no Novo México sobre quem tinha acesso aos seus dados, como a empresa lida com discursos de ódio e desinformação publicados na plataforma e outras políticas internas.
A empresa sabia que terceiros tinham amplo acesso aos dados pessoais dos usuários e tolerava discursos de ódio ou outros conteúdos nocivos quando isso beneficiava seus resultados financeiros, afirmou o estado.
Moradores enganados sobre privacidade Em 25 de setembro, o júri considerou que 26 das 29 declarações feitas pela empresa e sua liderança sobre esses assuntos eram enganosas.
O júri afirmou que a empresa cometeu mais de 43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor do Novo México, com base no número de usuários do Facebook ou residentes do Novo México que foram o público-alvo de cada declaração enganosa.
A lei estadual prevê uma multa de até US$5.000 por violação e determina que todo o valor seja destinado ao sistema escolar do Novo México, declarou o Procurador-Geral do Novo México, Raúl Torrez, a jornalistas após o veredicto.
Em uma audiência realizada em 1º de outubro, Randi McGinn, advogada do Novo México, havia solicitado a Mathew que concedesse ao estado entre US$35 bilhões e US$40 bilhões, argumentando que isso estaria respaldado pelas proteções constitucionais americanas ao devido processo legal e pelo veredicto do júri. ‘Este tribunal deve falar com a Meta na única linguagem que ela entende, que é a linguagem do dinheiro e do valor de suas ações’, disse McGinn.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.