Pela 1ª vez em 20 anos, ex-governador Gladson Camelí fica sem mandato eletivo no Acre; VEJA histórico
Gladson Camelí perde disputa pelo Senado no Acre e fica sem mandato pela 1ª vez em 20 anos Aline Nascimento/g1 O ex-governador Gladson Camelí (PP) perdeu a disputa por uma das duas vagas do Acre no Senado nas eleições do último domingo (4).
Com isso, em 2027, ele vai ficar sem mandato eletivo pela primeira vez em 20 anos.
O político, que estabeleceu carreira no PP desde 2005, concorreu nas eleições de 2006 pela primeira vez, quando foi eleito deputado federal.
Desde então, nunca havia perdido nenhuma disputa. (Confira o histórico mais abaixo) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp No entanto, com 100% das urnas apuradas, Camelí apareceu em terceiro lugar entre os candidatos do Acre ao Senado no domingo (4), com 16,59% dos votos (145.244), mesmo que eles sigam sub judice.
Ele ficou atrás de Márcio Bittar (PL), que recebeu 25,59% dos votos (223.972) e Mara Rocha (Republicanos) com 17,95% dos votos (157.104 votos). 🗳️ Voto sub judice: Pela legislação eleitoral, candidatos com registro indeferido que ainda possuem recurso pendente podem continuar na disputa e permanecer na urna.
Os votos são computados, mas só serão validados se a decisão for revertida.
Nas eleições proporcionais, porém, a eventual validação não significa simplesmente substituir um candidato por outro.
Eleições 2026: Gladson Camelí, do Progressistas, anuncia candidatura a vaga no senado LEIA MAIS: Prefeitos que deixaram cargos para disputar eleição não conseguem ser eleitos no Acre; saiba quais Sobrenomes conhecidos, mas sem cadeira: Quem são os parentes de políticos que não se elegeram no Acre MAPA: veja o resultado das eleições 2026 em Rio Branco por local de votação e seção eleitoral Nascido em Cruzeiro do Sul, Gladson é sobrinho do ex-governador do Acre Orleir Cameli, que morreu em 2013.
Ele é formado em Engenharia Civil e, influenciado pelo tio, se interessou pela política.
Em 2006, ele se candidatou ao primeiro cargo eletivo, de deputado federal, e foi eleito com 18.886 votos; Em 2010, Camelí foi reeleito com pouco mais de 30 mil votos; Após sua passagem pela Câmara Federal, ele se candidatou e foi eleito senador pelo Acre em 2014, na época com 36 anos, o mais jovem daquela legislatura.
Gladson obteve 58,37% dos votos válidos (218 mil votos), derrotando Perpétua Almeida (PCdoB), que alcançou 36% dos votos; Em 2018, Camelí disputou as eleições para governo do Acre e ganhou com 53,71% dos votos (223.993); Em 2022, foi reeleito com 56,75% dos votos (242.100).
Condenação O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, em maio deste ano, Gladson Camelí (PP) a 25 anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.