Banco do Brasil (BBAS3) e Petrobras (PETR4) desabam e perdem R$ 100 bilhões em valor de mercado
As ações das duas maiores estatais listadas na bolsa brasileira abriram em forte queda nesta segunda-feira (26) com a retomada dos negócios após o circuit breaker da bolsa.
Os papéis reagem a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.
Por volta das 10h46: Os papéis preferenciais da petroleira (PETR4) recuavam 12,42%, negociados a R$ 51,39; As ações do Banco do Brasil (BBAS3) opera em baixa de 31,35%, aos R$ 16,97.
Por que as estatais sofrem mais com a eleição de Lula? O movimento acompanha a reprecificação dos ativos locais após as urnas contrariarem o cenário base do mercado, que vinha precificando uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Vale lembrar que, após o primeiro turno, que havia consolidado a liderança para o senador, o movimento havia sido o inverso.
Para a Nomos Investimentos, ambos os papéis beneficiaram da expectativa de alternância de poder no último mês.
Soma-se a isso o próprio movimento de expectativa para hoje de saída do investidor estrangeiro.
Historicamente, as companhias de controle estatal são as primeiras a sentir a volatilidade política brasileira.
Na visão do mercado, isso acontece por motivações diferentes: Interferência política: receio de mudanças nas diretorias e no conselho de administração com foco em políticas públicas em vez de rentabilidade ao acionista minoritário.
Política de dividendos: No caso da Petrobras, por exemplo, o mercado teme uma mudança na política de distribuição de dividendos da empresa, que é conhecida como uma das "vacas-leiteiras" da bolsa.
Vale lembrar que o presidente Lula já fez críticas em anos anteriores sobre o funcionamento da distribuição de remuneração aos acionistas da empresa; Preços e subsídios: dúvidas sobre a autonomia da estatal na precificação de combustíveis em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
E o mercado já está de olho nisso.
Hoje, o Bradesco BBI cortou o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras de R$ 62 para R$ 55, citando que a companhia será prejudicada com diante da expectativa de maior inclinação da curva de juros após o resultado das eleições e consequente aumento no custo de capital próprio, assim como a Cosan .
A casa mantêm uma visão positiva para a estatal no novo governo Lula, fundamentada na solidez da execução operacional e no potencial da continuidade doa altos preços das commodities em 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.