Milly sobre Bola de Ouro: 'Brasil não tem mais protagonistas'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Brasil "não tem camisa 10" e também não vê seus principais nomes assumirem o papel de protagonistas, o que explica a ausência de jogadores no topo da disputa da Bola de Ouro, avaliou a colunista Milly Lacombe no Fim de Papo , do Canal UOL.
O debate aconteceu em meio à lista da Bola de Ouro, que inclui brasileiros como Marquinhos, Gabriel Magalhães e Vini Jr., além da goleira Lorena, mas sem o país aparecer nas primeiras posições do prêmio.
Hoje não temos camisa 10. Temos o Matheus Pereira, o Ganso e o Everton Ribeiro, talvez, do Bahia. Mas não temos um camisa 10 que seja uma unanimidade.
Não aconteceu da noite para o dia. Foi um projeto para o futebol brasileiro. Por exemplo, temos o Paulinho, do Palmeiras, que originalmente era um camisa 10. Ele foi mudando a posição dele em campo por orientação: Camisa 10 não vende; precisa ser atacante ou volante, se quiser fazer negócio. Milly Lacombe, colunista do UOL
Para a colunista, a mudança de perfil passa por uma decisão de décadas atrás, quando o país teria optado por um futebol mais "resultadista" e menos criativo. Milly disse que esse movimento também foi guiado pelo mercado, com a ideia de formar jogadores mais "vendáveis".
Esse futebol, o balcão de negócios, também se meteu nessa treta. Fomos tirando dos nossos jogadores o que eles têm de mais autêntico, de mais brasileiro, de maior talento, e os formatando num modelo que é mais vendável. E aí, o que vende mais? Vende volante e atacante. Milly Lacombe
No recorte individual, Milly também apontou que Vinícius Júnior não assumiu o protagonismo na seleção como poderia. Na visão dela, o atacante abriu mão desse lugar em função de Neymar e ainda foi "injustiçado" na disputa recente pelo prêmio.
O Vini pode voltar a ser o cara e voltar a brigar por uma Bola de Ouro, mas ele foi injustiçado. O Rodri ganhou no lugar dele injustamente. Era do Vini aquela Bola de Ouro. Mas o Vini não assumiu o protagonismo dele. Ele recusou, aliás, em nome do Neymar ser protagonista. Milly Lacombe, colunista do UOL
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