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Política

“O mundo enxergará o Brasil como uma republiqueta”, diz Bia Kicis

O Antagonista ·
“O mundo enxergará o Brasil como uma republiqueta”, diz Bia Kicis

Senadora eleita pelo PL-DF afirmou que a permanência de Flávio nos EUA e prisão de Jair Bolsonaro projetam uma imagem de perseguição política

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) afirmou nesta quarta-feira, 28, que o Brasil será visto como uma “republiqueta” enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanecer nos Estados Unidos.

“A cada dia que Flávio Bolsonaro ficar fora do Brasil, exilado político, e Jair Bolsonaro (que se recusou a sair do Brasil) permanecer preso por perseguição política, o mundo enxergará o Brasil como uma republiqueta onde direitos humanos são violados e onde a oposição é perseguida e condenada por não se curvar ao regime” , escreveu no X.

Flávio se autoproclamou presidente eleito do Brasil em uma carta na qual acusa autoridades brasileiras de fraude eleitoral e classifica o país como um regime de exceção. Ele também afirma que pretende liderar a oposição do exterior.

“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania” , escreveu.

Flávio voltou a questionar o resultado do segundo turno, vencido por Lula (PT) , e atribuiu a derrota a supostas irregularidades na votação.

O senador também citou a ampliação do horário de votação em algumas localidades por decisão judicial e alegou que a medida teria comprometido a igualdade entre os eleitores.

Ele também acusou a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin.

As acusações de fraude foram apresentadas por Flávio no pronunciamento, mas o senador não apresentou, no texto, provas que sustentem a alegação de que o resultado eleitoral tenha sido fraudado.

No documento, o senador também atacou o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a atuação das autoridades brasileiras representa perseguição política. Segundo Flávio, não há mandado de prisão contra ele, e sua saída do país teria sido motivada pela preocupação com a segurança de sua família.

“Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional” , escreveu. Em outro trecho, negou ter fugido: “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros” .

Flávio agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , e ao presidente da Argentina, Javier Milei , pela acolhida. Também comparou sua situação à de figuras históricas que atuaram no exílio, como Rui Barbosa e Charles de Gaulle, e afirmou que pretende continuar sua atuação política a partir dos Estados Unidos.

“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr” , declarou, ao se dirigir a senadores, deputados e governadores aliados.

Ao final, o senador afirmou que pretende divulgar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição por meios que classificou como pacíficos e legítimos.

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