Petróleo alto e investimentos em IA: Apesar do cenário, UBS BB espera crescimento de quase 30% no lucro das empresas do S&P; entenda
O barril do petróleo Brent , utilizado como referência internacional de preços, chegou a tocar os US$ 116 na semana passada, enquanto empresas de tecnologia direcionam cada vez mais recursos para teses envolvendo inteligência artificial (IA) , algo que tem drenado os investimentos para outros segmentos da bolsa.
A combinação de petróleo mais caro — o que significa uma inflação maior no futuro — e recursos cada vez menos disponíveis tende a pressionar o desempenho das demais empresas negociadas em bolsa.
Entretanto, o UBS BB ainda enxerga um cenário positivo pela frente.
Em relatório publicado na última sexta-feira (23), a instituição afirma que os movimentos de aversão ao risco foram intensificados após a divulgação dos resultados da Meta Platforms (META) na semana passada , cujas ações recuaram diante das preocupações dos investidores com o aumento dos gastos de capital necessários para sustentar a expansão de sua infraestrutura de IA.
Entretanto, o UBS BB mantém uma visão construtiva para os ativos de risco.
O banco projeta crescimento de 28% no lucro por ação das empresas do S&P 500 no terceiro trimestre ( 3T26 ), impulsionado principalmente pela demanda relacionada à inteligência artificial, pela melhora do ciclo industrial e pela resiliência do consumo.
Oportunidades no ramo de inteligência artificial (IA) A instituição vê espaço para crescimento especialmente em empresas de grande porte e forte capacidade financeira, como as grandes provedoras de computação em nuvem e fabricantes de semicondutores.
Por outro lado, há que se ter cautela com as chamadas “neoclouds”, empresas mais dependentes de financiamento e com modelos de negócio concentrados na oferta de capacidade computacional para IA Já no mercado de renda fixa, o UBS avalia que a recente alta dos rendimentos dos títulos americanos tornou os ativos de alta qualidade mais atrativos.
O rendimento dos Treasuries de 10 anos recuou para 4,95% após uma descompressão na curva de juros norte-americana, mas continua em um patamar considerado interessante para geração de renda.
O banco acredita que os juros devem cair moderadamente ao longo dos próximos 12 meses e segue recomendando exposição seletiva a títulos de média e longa duração.
Além disso, o banco considera que uma exposição ampla a commodities pode servir como proteção contra eventuais interrupções prolongadas no fornecimento global de energia.
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