Junior Feitosa é único candidato ao Senado no Acre sem tempo na propaganda eleitoral na TV e no Rádio
O candidato ao Senado Junior Feitosa, do Democracia Cristã (DC), será o único dos oito concorrentes ao Senado pelo Acre a ficar sem tempo na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão nas eleições de 2026. A distribuição definida pela Justiça Eleitoral nesta terça-feira (18) contemplou cinco grupos, mas deixou de fora a candidatura do DC, que disputa a eleição em chapa própria. A situação não impede, contudo, que a candidatura utilize outras formas legalmente permitidas de campanha.
Os documentos oficiais do Sistema Horário Eleitoral mostram que a Federação PSOL Rede terá 19 segundos, Produzir para Empregar terá 30 segundos, Avança Acre terá 3 minutos e 20 segundos, Frente Ampla pelo Acre terá 1 minuto e 34 segundos e Trabalho da Esperança terá 1 minuto e 15 segundos. A ordem de veiculação começa pela Federação PSOL Rede e termina com Trabalho da Esperança. Não há, no relatório, qualquer tempo destinado ao Democracia Cristã.
Junior Feitosa, cujo nome completo é Ribamar de Sousa Feitoza Júnior, concorre pelo DC, número 277, em candidatura isolada. A ausência de coligação é justamente uma das características que diferenciam sua candidatura das demais alianças que receberam tempo na distribuição oficial.
Em entrevista ao ac24horas , Feitosa afirmou que a razão para não ter sido contemplado com espaço no rádio e na televisão está relacionada à falta de tempo de propaganda do próprio partido. Segundo ele, o Democracia Cristã não possui o percentual de deputados federais exigido pela legislação eleitoral para ter direito ao horário gratuito.
“Meu partido não possui tempo de televisão”, afirmou o candidato. Na avaliação dele, a regra atual prejudica o princípio de igualdade entre os concorrentes, já que alguns candidatos terão a oportunidade de apresentar suas propostas diretamente ao eleitorado pelo rádio e pela televisão, enquanto outros não terão esse espaço.
“Isso prejudica, isso é desigual”, declarou Feitosa durante a entrevista. Para o candidato, a legislação deveria ser modificada para garantir condições mais equilibradas entre as candidaturas. Feitosa também afirmou que pretende discutir uma mudança na legislação eleitoral. “Nós temos que mudar essa lei no Brasil para dar igualdade entre os candidatos”, disse.
Questionado se considera que o modelo atual contribui para a manutenção do chamado status quo, o candidato foi mais crítico. Segundo ele, a legislação “só fomenta cada vez mais o coronelismo e o abuso do poder, seja político ou econômico”. Na avaliação de Feitosa, a atual estrutura acaba dificultando a igualdade entre os candidatos.
A situação ocorre em uma eleição na qual o Acre tem oito candidatos concorrendo às duas vagas ao Senado.
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