Rússia mantém detidos mais de 16 mil civis desde invasão da Ucrânia, diz ONU
Mais de 16 mil civis capturados pela Rússia durante o conflito na Ucrânia continuam “privados da liberdade”, muitos deles incomunicáveis e detidos por motivos que violam o direito internacional, foi declarado numa reunião informal do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Segundo Claudia Fuentes Julio, secretária-geral adjunta da ONU para os direitos humanos, continua a verificar-se “tortura e maus-tratos generalizados e sistemáticos” de civis ucranianos detidos e de prisioneiros de guerra por parte da Rússia, incluindo violência sexual.
Julio apresentou estas estimativas na reunião informal do Conselho de Segurança convocada pela Letónia e pelo Reino Unido, na segunda-feira, para destacar a situação de civis e militares capturados na guerra que a Rússia desencadeou com a invasão em larga escala do país vizinho em fevereiro de 2022.
O Conselho, do qual a Rússia é membro permanente, ouviu estes testemunhos numa altura em que Moscovo e Kiev intensificam os ataques num conflito que já dura há quatro anos.
Segundo Julio, desde a invasão, funcionários da ONU para os direitos humanos entrevistaram 910 prisioneiros de guerra ucranianos e 403 civis detidos após a libertação.
Mais de 95% dos prisioneiros de guerra ucranianos e 85% dos civis detidos relataram ter sido alvo de tortura ou maus-tratos, muitas vezes repetidos, afirmou a responsável da ONU.
Relataram também agressões sexuais e condições desumanas, incluindo privação de alimentos e assistência médica insuficiente.
O gabinete de direitos humanos, sediado em Genebra, “documentou a execução de 129 prisioneiros de guerra ucranianos no início do seu cativeiro e a morte, sob custódia, de 48 prisioneiros de guerra ucranianos, resultante de tortura, recusa de cuidados médicos ou outras condições desumanas de detenção”, acrescentou a secretária-geral adjunta da ONU para os direitos humanos.
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