Mais acesso e informação de qualidade fortalecem o autocuidado
Reconhecer os indivíduos como agentes ativos no cuidado com a própria saúde é um dos princípios fundamentais do autocuidado.
Na visão da Organização Mundial da Saúde (OMS), o autocuidado é um conjunto de práticas que envolve prevenção, hábitos saudáveis, busca por informações de qualidade, além do uso responsável de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) e outros produtos para a saúde.
Os brasileiros estão cada vez mais alinhados a esses objetivos, como mostra um dos achados da pesquisa realizada em 2024 pelo Instituto Datafolha, a pedido da ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde : 97% dos participantes consideram que o governo deve promover ações relacionadas ao autocuidado.
Outro dado da pesquisa merece atenção: 73% dos respondentes afirmam que costumam tomar medicamentos para o alívio de sintomas como dor de cabeça, febre e azia.
O resultado reforça a importância de ampliar o letramento em saúde da população, sobretudo diante das mudanças nos canais de comercialização, entre elas a recente aprovação da Lei nº 15.357/2026.
Sancionada em 2026, a nova legislação permite a instalação de farmácias e drogarias em espaços segregados dentro de supermercados, destacando, entretanto, que os medicamentos não podem ser expostos em gôndolas ou prateleiras comuns.
“A ampliação do acesso representa uma oportunidade importante para o avanço do autocuidado em saúde no Brasil, mas precisa caminhar junto com a informação e a orientação adequada.
Mais do que facilitar o acesso a produtos, é fundamental preparar as pessoas para tomar decisões conscientes, compreender os limites do autocuidado e reconhecer quando devem procurar um profissional de saúde.
É essa combinação que permite transformar novas possibilidades de acesso em benefícios reais para a população”, afirma Cibele Zanotta, presidente executiva da ACESSA.
Regulação e vigilância: pontos-chave Continua após a publicidade O avanço do comércio eletrônico e das plataformas digitais também faz parte desse cenário de transformação, acompanhado da mudança nos hábitos de consumo e de busca por informações e serviços de saúde.
A evolução desses canais representa uma oportunidade de ampliar a conveniência e o acesso, mas deve observar as exigências de funcionamento, fiscalização e controle sanitário aplicáveis à comercialização e à dispensação de medicamentos.
No caso dos supermercados, a legislação estabelece, entre outras exigências, a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria.
Já no ambiente digital, a ampliação do acesso deve estar associada à atuação de estabelecimentos farmacêuticos autorizados, à rastreabilidade dos produtos e à definição de responsabilidades ao longo do processo de comercialização e entrega.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.