Cineasta lança documentário e livro sobre como voltou a andar após tetraplegia
Uma quinzena na UTI, um mês no hospital, semanas para reaprender a fazer xixi, meses na cadeira de rodas e anos até conseguir sair de casa aceitando sua nova condição: a de ser uma pessoa com deficiência .
Assim o cineasta, escritor e carnavalesco Estêvão Ciavatta Pantoja , marido de Regina Casé , resume a trajetória que tem percorrido desde 2008, quando sofreu uma lesão medular no pescoço após um acidente durante um passeio a cavalo.
Quase duas décadas depois do ocorrido, o artista volta ao local onde tudo aconteceu, reconstitui o acidente e narra, com a participação de familiares e profissionais da saúde, como recuperou os movimentos após o diagnóstico de tetraplegia .
Hoje, ele caminha, dança, joga bola com o filho e até mesmo escalou os mais de 700 metros da Pedra da Gávea , no Rio de Janeiro.
A história é contada no documentário No Passo da Cobra , que estreou no Festival de Cinema do Rio e compôs a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e agora segue para a plataforma brasileira de streaming Aquarius .
Na próxima segunda-feira (2/11), será lançada também a autobiografia homônima pela editora Record: No Passo da Cobra: A Queda do Cavalo e Tudo O Que Veio Depois (clique aqui para comprar) .
Continua após a publicidade Estêvão Ciavatta Panjota conta, em documentário, como escalou a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, após grande evolução no tratamento de uma lesão medular incompleta no pescoço Aquarius/Divulgação Relembre o caso No dia 10 de novembro de 2008, aos 40 anos, Panjota andava a cavalo em um sítio quando, de repente, perdeu o controle do animal, que o arremessou ao chão.
A queda lesionou vértebras do artista, que não conseguia mais sentir o corpo abaixo do pescoço.
Ele foi encontrado por um funcionário do local.
Imóvel e ensanguentado, precisou aguardar por mais de 50 minutos a chegada de uma ambulância.
No filme, o cineasta ressalta uma medida importante no resgate de pessoas que sofreram lesão medular : elas não podem ser movimentadas até que cheguem pessoas capacitadas para lidar com a situação.
Movimentos inadequados podem piorar o quadro.
Continua após a publicidade Ao chegar no hospital, passou por uma cirurgia de urgência para estabilizar a coluna e descomprimir a medula.
Ficou em observação na unidade de terapia intensiva (UTI) e levou cerca de um mês para se recuperar no hospital, onde se adaptava aos primeiros desafios físicos e psicológicos do tratamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.