Menina de 4 anos que chegou morta a UPA foi retirada da casa dos pais após relatos de abusos contra irmã e era acompanhada pelo Conselho Tutelar
Polícia Civil do RS investiga morte de menina de 4 anos em Porto Alegre O Conselho Tutelar de Porto Alegre acompanhava o caso da menina de 4 anos que chegou morta a uma UPA há mais de um ano.
O primeiro atendimento a Samylle Valentina Borba Ramiro aconteceu em abril de 2025, quando a menina e a irmã, de 9 anos, foram encaminhadas para a casa dos avós maternos.
A morte de Samylle é investigada pela Poícia Civil.
A criança deu entrada na madrugada de segunda-feira (17) na UPA Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, já sem vida e com manchas roxas pelo corpo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com a investigação, médicos que realizaram o atendimento na UPA relataram sinais de violência sexual no corpo da menina, além de indícios de agressões na cabeça e nas pernas.
Em 2025, Samylle e a meia-irmã mais velha, filhas da mesma mãe, foram retiradas da casa onde viviam com a mulher e o pai de Samylle.
Segundo o Conselho Tutelar, a medida foi recomendada à Justiça após uma denúncia de violência sexual contra a irmã mais velha.
O suspeito era o pai de Samylle, que era padrasto da vítima.
"Uma pessoa realizou esse comunicado que havia uma suspeita de violação sexual [contra a irmã .
Então, se deu por isso a entrada no Conselho.
Por isso, naquele momento, foram afastadas da mãe", explica Leandro Barbosa da Silva, coordenador-geral dos Conselhos Tutelares de Porto Alegre.
Em outubro do ano passado, a guarda da caçula foi devolvida à mãe, de forma compartilhada com o pai.
A outra menina teria ficado com os avós.
A polícia ainda busca entender como Samylle chegou à casa dos tios.
Foram eles que a levaram ao atendimento médico, já sem vida.
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