Labradora recebe prêmio de Animal do Ano por farejar "vômito do mar"; entenda
O que torna um cachorro inteligente? Como você já leu aqui na GALILEU, cães conseguem associar sons a imagens, farejar doenças e até fazer parkour.
Mas Sgiaht, uma labradora preta de 6 anos que vive nas Terras Altas da Escócia, conseguiu usar suas habilidades para salvar o meio ambiente.
Na última quinta-feira (15), a cadela ganhou o prêmio de Animal do Ano pela organização sem fins lucrativos International Fund for Animal Welfare (IFAW) depois de conseguir identificar, através do olfato, o chamado “vômito do mar”.
Esse nome é o termo coloquial para a ascídia-tapete (Didemnum vexillum), uma espécie invasora que ameaça a vida marinha nas águas da Grã-Bretanha, Irlanda e outros locais.
A ascídia-tapete vem se espalhando pela costa da Europa e já é um problema para os governos locais, pois pode sufocar espécies nativas e colonizar infraestruturas como fazendas de ostras e áreas de pesca.
Sgiaht, que foi originalmente treinada como cão de resgate, é o primeiro cachorro a conseguir farejar a espécie.
Cadela ambientalista Sgiath foi treinada pela ecologista marinha Texa Sim, que vive nos arredores de Glencoe, na Escócia.
A cadela foi treinada como cão de resgate em montanhas, mas, devido ao seu desempenho surpreendente, a tutora se perguntou se ela não poderia fazer mais.
Desde então, Texa começou a treiná-la para identificar a espécie invasora através do cheiro.
Em entrevista à BBC, Texa afirma que "Sgiath é incrivelmente inteligente.
Sua capacidade de resolver problemas e de enfrentar novos desafios, aprendendo tão rapidamente, é simplesmente fenomenal, e é fascinante de se ver." A cadela foi tão bem como cão de resgate que sua tutora quis explorar mais suas habilidades Divulgação/IFAW A surpresa também se estende a Sharon Livermore, diretora de conservação marinha do IFAW.
“Todos os anos, oprêmio Animal do Ano celebra animais que fazem coisas extraordinárias, mas a história de Sgiath é diferente de tudo que já vimos”, revela, em comunicado à imprensa.
O que mais surpreende na habilidade de Sgiath não é seu olfato apurado, porque esse já é um fator conhecido: um cachorro possui mais de 220 milhões de receptores olfativos no nariz, enquanto humanos têm cerca de 5 milhões.
A verdadeira revolução é a cadela conseguir usar esses sentidos na água, em maré baixa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.