Região onde o degelo é mais acelerado no mundo agora sofre com metais na água
Na cidade de Longyearbyen, no arquipélago de Svalbard, no Ártico norueguês, a contaminação das fontes de água potável levou autoridades a considerar a construção de um sistema de abastecimento completamente novo, uma medida que pode custar caro e exigir soluções de engenharia em condições extremas.
Essa região do Ártico é a que perde gelo de forma mais acelerada no mundo, aquecendo a uma velocidade até seis vezes maior do que a média do planeta.
A combinação entre o degelo do permafrost e a presença de rochas ricas em minerais tóxicos pode comprometer a qualidade da água doce.
Agora, pesquisadores acreditam que o que acontece em Longyearbyen já pode ser considerado um sinal de alerta para outras comunidades que dependem de fontes naturais semelhantes.
Muitos gastos Diante da situação de Longyearbyen, o prefeito da cidade, Terje Aunevik, encomendou uma investigação sobre a qualidade da água e afirmou que talvez seja necessário substituir a estrutura de abastecimento existente.
Entre as alternativas avaliadas estão a instalação de um sistema de filtragem em Isdammen, reservatório local, e a construção de uma usina de dessalinização, capaz de transformar água salgada em água potável.
As duas opções, porém, apresentam obstáculos.
Além dos custos elevados, as temperaturas extremas de Svalbard tornam a implementação dos sistemas tecnicamente complexa, já que a água pode permanecer próxima ou abaixo de zero grau Celsius.
Segundo Aunevik, ainda será necessário avaliar qual solução oferece as melhores condições para garantir o abastecimento da população.
A possibilidade de reconstruir o sistema de abastecimento representa uma mudança significativa para os habitantes de Longyearbyen.
“Na Noruega, onde sempre consideramos natural poder beber água da torneira, é difícil começar a pensar que precisamos carregar água como fazemos agora”, afirmou Aunevik em entrevista ao The Guardian.
Outras pequenas comunidades devem se preparar para situações semelhantes, avaliando o que fariam caso suas fontes de abastecimento fossem comprometidas Flickr Uma das principais preocupações dos pesquisadores envolve a composição geológica da região.
Rochas ricas em pirita, um mineral formado por sulfeto de ferro, podem liberar substâncias potencialmente prejudiciais quando entram em contato com água e oxigênio em determinadas condições.
Esse processo pode favorecer a formação de águas ácidas e a liberação de metais presentes nas rochas, aumentando o risco de contaminação dos recursos hídricos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.