O que diz a investigação da Reuters sobre as ondas de calor gigantescas que assolam o planeta
Nos últimos 65 anos, as ondas de calor deixaram de ser eventos esporádicos, e passaram a acontecer de maneira recorrente, cobrindo cada vez mais áreas do planeta.
É um que indica um novo levantamento da Reuters, que comparou a força e abrangência do fenômeno entre hoje e um passado não tão distante — sugerindo a existência da chama “tempestade de calor”.
Em termos simples, uma onda de calor é caracterizada por um período de cinco ou mais dias consecutivos de temperaturas anormalmente altas, 10% superior acima da média histórica.
A partir disso, a investigação estabeleceu uma “tempestade de calor” como ondas gigantescas, cujo pico cobrem ao menos 1% de todo o globo.
A partir disso, a investigação ouviu dezenas de meteorologistas e pesquisadores climáticos, e reuniu as temperaturas do planeta de cada dia desde 1960.
Segundo os dados, tempestades de calor eram raras na década de 1960, com uma média de cinco por ano.
Na década atual, o levantamento aponta para uma m-média anual de 102 ocorrências do fenômeno.
Continua após a publicidade Além de mais frequente, esse fenômeno ganhou também intensidade e abrangência.
A maior onda de calor da década de 1960 atingiu cerca de 6% do planeta, deslocando-se durante 46 dias sobre o Oceano Atlântico, partes da América Latina e da África Ocidental.
Já a maior da década atual varreu quase 85% do globo durante um ano inteiro, afetando praticamente todos os seres humanos na Terra.
Com o aumento da sua frequência ao longo das décadas, as tempestades e ondas de calor contribuíram para efeitos sistémicos duradouros, agravando secas e intensificam os incêndios.
Os dados da Reuters apontam que, na década de 1960, as tempestades de calor representavam, em média, 3% do ano em qualquer local do planeta.
Hoje, este número chega a 43%.
O El Niño, definido pelo aquecimento das águas do pacífico, atua como um acelerador, intensificando o fenômeno.
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