Rússia e Ucrânia seguem com ataques ao setor energético apesar de anúncio de Trump
A Rússia lançou 200 drones contra a capital da Ucrânia e outras cidades em ataques durante a madrugada, matando duas pessoas. Além dos postos de gasolina em Kiev, atacou infraestruturas energéticas e portuárias em outras regiões, segundo autoridades ucranianas.
Por sua vez, a Ucrânia atacou uma refinaria de petróleo russa em Syzran, na região de Samara, às margens do rio Volga, e também instalações de produção de drones nas regiões de Taganrog e Oryol, disse o presidente Volodymyr Zelenskiy.
O governador de Samara afirmou que uma instalação industrial foi atingida na região, sem identificá-la. O governador de Taganrog disse que um depósito da empresa de comércio eletrônico Ozon foi atingido na cidade.
Trump afirmou na segunda-feira que Ucrânia e Rússia haviam concordado em suspender os ataques às infraestruturas energéticas uma da outra, que, segundo ele, são o principal fator por trás da escassez global de combustível que levou os preços do diesel nos Estados Unidos a níveis recordes.
Zelenskiy disse que a Ucrânia estava pronta para suspender tais ataques, mas exigia garantias confiáveis de seus parceiros de que a Rússia também iria parar. O Kremlin afirmou nesta terça-feira que vê com bons olhos proposta dos EUA para uma moratória entre Rússia e Ucrânia sobre ataques à infraestrutura energética de ambos os lados, acrescentando, porém, que as sanções "ilegais" ao fornecimento de energia da Rússia deveriam ser suspensas.
A Rússia vem atacando persistentemente a infraestrutura energética ucraniana com mísseis e drones desde que Moscou lançou sua invasão em grande escala em 2022, e começou a atacar postos de gasolina em Kiev e em outras cidades nas últimas semanas.
Kiev intensificou os ataques de longo alcance contra a Rússia neste ano, incluindo uma campanha contra refinarias de petróleo que causou escassez de combustível.
Tentativas anteriores do governo dos EUA de intermediar um cessar-fogo em relação à infraestrutura energética fracassaram.
(Reportagem de Olena Harmash em Kiev, Anna Pruchnicka em Gdansk e Jekaterīna Golubkova em Tóquio)
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