Futuro político de Márcio Canella depende de decisão do TSE após recurso contra candidatura
TSE ainda vai analisar candidatura de Márcio Canella O futuro político do deputado estadual Márcio Canella é incerto após a prisão dele em uma operação da Polícia Federal, nesta quinta-feira (15).
Além dos desdobramentos criminais, o parlamentar enfrenta um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o registro de sua candidatura, que pode provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia deferido o registro de candidatura de Canella, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE.
No recurso, foram apresentados indícios revelados pela Polícia Federal sobre o suposto envolvimento do deputado com organizações criminosas. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Cabe ao TSE analisar o caso e decidir se mantém ou indefere a candidatura.
Caso o registro seja negado, os votos recebidos por Canella poderão ser anulados, o que levaria a uma recontagem e poderia alterar a distribuição das cadeiras na Alerj.
Canella foi o segundo deputado estadual mais bem votado do Rio de Janeiro, com 197.178 votos no estado, o que amplia o impacto de uma eventual mudança no resultado eleitoral.
Márcio Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro nas últimas eleições Divulgação/ Alerj Exercício do mandato Mesmo que o TSE mantenha a candidatura, ainda há dúvidas sobre os próximos passos políticos do parlamentar caso ele continue preso.
Uma das questões é se Canella poderá ser diplomado enquanto estiver na cadeia.
Outra é como ficaria o exercício do mandato caso ele assuma o cargo e permaneça impedido de comparecer às sessões da Alerj.
O Regimento Interno da Assembleia prevê a possibilidade de cassação de um deputado em razão de um determinado número de faltas.
A aplicação dessa regra ao caso dependerá dos desdobramentos da situação do parlamentar.
Preso durante operação Márcio Canella (União) foi preso na manhã desta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal.
Canella também já exerceu o mandato como prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, cargo para o qual foi eleito em 2024.
O ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim, também foi preso na mesma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (15).
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