Associações tentam salvar árvore de 300 anos que sobreviveu à guerra
Organizações sem fins lucrativos (ONGs) dos Estados Unidos estão se mobilizando para manter em pé um carvalho-vivo ( Quercus virginiana ) com cerca de 300 anos de existência.
Localizada no estado da Carolina do Sul, a árvore de 13,7 metros de altura viveu eventos perigosos e históricos, como a queda de um raio e a ocorrência de uma guerra ao seu redor.
O carvalho “presenciou” a Batalha de Eutaw Springs, ocorrida em 1781 e que fez parte da Guerra de Independência do país .
Para preservar a “idosa”, autoridades ambientais amarraram correntes e cabos de aço na árvore para evitar sua queda.
Leia também Ciência Sombra de árvores pode matar plantas rasteiras no Cerrado brasileiro Ciência Espada Celestial: árvore com 80 m é coroada a maior da Ásia Oriental Mundo Avião de treinamento atinge árvore nos EUA; duas pessoas ficam feridas Ciência Cientistas flagram emissão de brilho por árvores dos EUA pela 1ª vez Inicialmente, a medida ajudou, mas, com o passar do tempo, trouxe prejuízos.
Foi o que constatou uma avaliação recente feita pela empresa de arboricultura SavATree, contratada pelo American Battlefield Trust e pelo South Carolina Battleground Trust, as ONGs que cuidam do carvalho.
“As correntes estão basicamente interrompendo a circulação ‘sanguínea’, impedindo a absorção de água e nutrientes do solo”, explica o arborista da SavATree, Aron Landsaw, em entrevista ao portal Garden & Gun.
Visando salvar o exemplar histórico, as correntes e cabos de aço foram removidos e restos de madeira morta também foram descartados .
Além disso, os especialistas instalaram um tipo de suporte para proteger a árvore de novos raios e realizaram cuidados no solo ao redor para promover um ambiente mais saudável para o carvalho viver com vitalidade.
“Se perdêssemos esta árvore, perderíamos uma ligação física direta com os eventos em Eutaw Springs e uma poderosa conexão com as pessoas que lutaram e morreram nesta terra”, ressalta a diretora adjunta de preservação de terras da American Battlefield Trust, Catherine F.
Noyes.
A expectativa dos especialistas é que as ações ajudem a árvore a se manter de pé com saúde durante muitos anos, além de auxiliar na preservação da história norte-americana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.