Tak Chung Wu toma posse como vereador em Campinas após cassação de Vini Oliveira
O advogado e ativista social Tak Chung Wu, de 61 anos, foi empossado vereador pela Câmara Municipal de Campinas (SP) nesta quarta-feira (16); ele assume a vaga de Vini Oliveira (Cidadania), cassado por quebra de decoro após Comissão Processante Reprodução/TV Câmara O advogado e ativista social Tak Chung Wu, de 61 anos, assumiu nesta quarta-feira (16) a cadeira na Câmara de Campinas (SP) deixada pelo vereador Vini Oliveira (Cidadania), primeiro parlamentar da história da cidade a ser cassado por uma Comissão Processante (CP).
Nascido em Hong Kong, território autônomo da China, Tak recebeu 956 votos nas Eleições 2024 e era o primeiro suplente do Cidadania.
Ele assinou o livro de posse e foi declarado empossado logo na abertura da sessão.
Em seu primeiro pronunciamento, Tak classificou como uma "enorme satisfação" assumir o posto de vereador, destacando que legislar em Campinas exige conhecimento técnico, preparo e constante engajamento.
Tak elencou quatro eixos principais para sua atuação na Casa: sustentabilidade e meio ambiente, inovação e desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento das ONGs e diálogo e integração.
"Há mais de 40 anos cheguei a Campinas, essa terra me abriu as portas.
Me naturalizei brasileiro, construi minha família, criei minha filha.
Campinas não é apenas uma cidade onde moro, é o chão onde finquei minhas raízes, e onde dediquei a maior parte da minha vida profissional e comunitária", disse. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Vini perdeu o mandato por quebra de decoro parlamentar.
Em contraste com o suplente, o agora ex-vereador foi o segundo mais votado nas Eleições 2024, com 11.423 votos.
A perda do mandato dependia do apoio de pelo menos dois terços dos vereadores, o equivalente a 22 dos 33 parlamentares da Casa.
Ao todo, foram 23 favoráveis.
A cassação teve como base o parecer da CP que concluiu pela procedência da representação contra o vereador.
O relatório apontou que Vini teria extrapolado os limites da atuação fiscalizatória ao se reunir com representantes da empresa Smile enquanto o processo de licitação do transporte público municipal ainda estava em andamento.
Segundo a comissão, a conduta teria desvirtuado a finalidade da fiscalização parlamentar e levantado dúvidas sobre a imparcialidade do vereador e a lisura do processo licitatório.
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