Câmara de Itu cassa mandato de vereador que atirou próximo a cachorro durante ação policial
Vereador e policial civil se irrita com cães e atira durante operação contra o tráfico em Itu (SP) Reprodução/Redes sociais A Câmara de Itu (SP) cassou, nesta sexta-feira (21), o mandato do vereador Moacir Cova (Podemos) por quebra de decoro parlamentar.
Moacir, que é policial civil, foi flagrado atirando próximo de um cachorro em abril, durante uma operação contra o tráfico de drogas.
A sessão extraordinária foi marcada exclusivamente para o caso.
O documento lembra que o decoro parlamentar dos vereadores vai além do âmbito do Legislativo e cita risco a estudantes e servidores públicos no decorrer do cumprimento do mandato por parte do vereador, além de possíveis maus-tratos a animais. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Foram 9 votos a favor e 2 votos contra a cassação em uma sessão que começou às 9h e terminou por volta das 20h desta sexta-feira.
A cassação foi determinada a partir de três das quatro infrações apontadas no relatório final, que foi lido em sua íntegra por quase 12 horas.
Veja como cada vereador votou: A favor Ana D'Elboux (Republicanos); Balbina (PP); Donizetti André (PP); Dr.
José Galvão (PL); Elaine do Posto (PMB); Eduardo Alves (PSB); Luisinho Silveira (PDT); Neto Beluci (Republicanos); Patrícia da Aspa (PSD).
Contra Apenas os vereadores Eduardo Ortiz (MDB); Robert do Gás (União Brasil).
Thiago Gonçales (PL), por ser denunciante, e Cova, por ser denunciado, não votaram.
Vereador e policial civil atira contra cachorros em Itu Pouco mais de uma hora após o início da leitura do processo, de 1,8 mil páginas, a vereadora Balbina de Oliveira (Progressistas) sugeriu a Cova que dispensasse a leitura total, argumentando, entre outras coisas, que a sessão não poderia ser adiada.
Cova rechaçou: "Não tem o porquê de ter tanta pressa.
Vou trazer minha comida e comer aqui", disse.
Na defesa, o vereador negou qualquer quebra de decoro que deveria ser apresentada de forma cabal.
"Sem infração, inexiste processo", alegou, destacando que a situação era meramente política e que houve uso inadequado dos instrumentos da Câmara, como a Comissão de Ética.
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