Como a China tenta cortar a poluição antes que ela chegue ao ar
Limpar a fumaça depois que ela sai das chaminés já não basta para a China.
Filtros, tratamento de gases industriais e regras mais rígidas para os escapamentos ajudaram a melhorar o ar das cidades, mas esse modelo está perto do limite.
O país agora concentra os esforços na origem das emissões, com mudanças na geração de energia, nas fábricas, nos transportes e nos edifícios.
O esforço já produziu resultados.
A quantidade média de partículas finas de poluição no ar das cidades chinesas caiu de 42 microgramas por metro cúbico, em 2016, para 28 em 2025.
Chamadas de PM2,5, elas são tão pequenas que conseguem chegar às partes mais profundas dos pulmões.
A melhora, porém, não reduz o tamanho do problema.
A China tem mais de 940 milhões de moradores em áreas urbanas, que produzem mais de 90% do Produto Interno Bruto do país.
As cidades também concentram mais de 80% das emissões chinesas de carbono.
Os dados estão em uma apresentação de Zhang Xinyu, professor associado e doutor da Universidade de Geociências da China, em Pequim, sobre a transição verde e de baixo carbono das cidades.
O trabalho aponta que eletricidade, indústria, transportes e construção civil reúnem as principais fontes de poluição e de emissão de carbono.
O carvão ainda ocupa a maior parcela da matriz energética chinesa.
Em 2021, representava 54,67% do consumo de energia do país, mais que o dobro da soma do petróleo e do gás.
No mesmo ano, a participação do carvão era de 11,37% nos Estados Unidos, 12,15% na Europa e 26,9% na média mundial.
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