Trabalhadores de obra são resgatados de condição análoga à escravidão no Recife
Fiscalização resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão no Recife Um grupo de 12 trabalhadores foi resgatado de condições análogas à escravidão em um alojamento de uma obra de construção civil no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a inspeção foi realizada em 8 de setembro.
Conforme os auditores-fiscais, os empregados dormiam em colchões sujos, finos e rasgados e recebiam alimentação précaria, incluindo comidas azedas (veja vídeo acima).
Em agosto, 14 trabalhadores também foram resgatados pela a fiscalização em um alojamento de uma empresa do setor da construção civil no bairro da Imbiribeira, também na Zona Sul. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE De acordo com os auditores-fiscais, os trabalhadores, a maioria do interior de Pernambuco, viviam em condições incompatíveis com os padrões mínimos de dignidade, saúde, segurança e conforto previstos na legislação trabalhista.
O nome da empresa para a qual os funcionários trabalhavam não foi divulgado.
Os trabalhadores permaneciam no Recife durante a semana para atuar nas obras e retornavam para casa apenas nos fins de semana.
A fiscalização também constatou jornadas abusivas, com horas extras frequentes aos sábados, domingos e feriados, sem o pagamento correto.
No dia da inspeção, os salários do mês ainda não haviam sido pagos.
Os auditores também constataram que a empresa não fazia os depósitos regulares do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Alojamento onde trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no Recife Reprodução/WhatsApp Entre as irregularidades encontradas no alojamento, segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, estavam: um dos alojamentos não tinha acesso a banheiro, obrigando trabalhadores a subir ou descer três andares da obra para usar instalações sanitárias; beliches, portas e janelas foram construídos de forma improvisada pelos próprios carpinteiros da obra; os colchões eram finos, alguns estavam rasgados e todos apresentavam excesso de sujeira. roupas, documentos e pertences pessoais eram guardados nas próprias camas; os trabalhadores preparavam parte das refeições em fogões de resistência elétrica instalados dentro dos quartos; a alimentação fornecida pela empresa era considerada precária e, com frequência, consistia apenas em cuscuz seco e meio ovo no jantar.
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