Flávio Bolsonaro mentiu: “nunca entrei em avião do Vorcaro”; veja vídeo
Registros de planos de voo e dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) obtidos pela Polícia Federal desmentiram categoricamente uma das principais linhas de defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em declarações anteriores, o parlamentar havia afirmado enfaticamente que jamais havia utilizado bens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro : “Vocês não vão me ver viajando para Londres, EUA, para Paris, para tudo que é lugar.
Nunca entrei em avião do Vorcaro!” .
A investigação, no entanto, comprovou que a declaração do senador não condiz com a realidade. https://x.com/allandospanos/status/2103114528347025809 O Voo de Fort Lauderdale De acordo com os documentos migratórios e de tráfego aéreo, no dia 19 de janeiro de 2025 , o senador, sua esposa e suas filhas embarcaram em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), com destino a Brasília.
A viagem de retorno ao Brasil foi realizada a bordo de um jato executivo de luxo, modelo Embraer Legacy 650 , de prefixo PP-NLR .
A Sociedade Oculta da Aeronave Os registros oficiais da Anac revelam que o avião não pertencia a um único dono, mas sim a um condomínio de luxo dividido em três cotas de propriedade: Willer Tomaz: Advogado de Brasília e amigo íntimo da família Bolsonaro.
Prime You: Empresa de compartilhamento de jatos executivos que, na época do voo, tinha o banqueiro Daniel Vorcaro como um de seus principais sócios.
A cota operada pela empresa de Vorcaro havia sido adquirida no final de 2024, o que significa que, no momento em que Flávio Bolsonaro utilizou a aeronave para trazer sua família dos Estados Unidos, o banqueiro já era coproprietário do bem.
Mudança na Linha de Defesa Diante das evidências irrefutáveis apresentadas pela reportagem da Revista Piauí , o senador Flávio Bolsonaro abandonou o discurso de que “nunca havia entrado” no avião.
Em uma nova manifestação nas redes sociais, o parlamentar mudou a narrativa e passou a alegar desconhecimento.
Flávio afirmou que, para ele, a aeronave pertencia exclusivamente ao amigo Willer Tomaz e que não tinha ciência da participação de Daniel Vorcaro no negócio.
O senador ironizou a situação em sua conta no X (antigo Twitter), tentando desviar o foco do caso: “Ainda bem que na época o avião era de Willer.
Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes” , publicou, em referência ao fato de o ministro do STF ter utilizado o mesmo jatinho meses depois.
Por que o caso importa? A proximidade de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro entrou no radar das autoridades após o Banco Master sofrer liquidação extrajudicial e o banqueiro se tornar alvo de operações da Polícia Federal.
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