Amapá registra crescimento de 303% em medidas protetivas, diz Polícia Civil
Número de medidas protetivas no Amapá aumentou após denuncias O Amapá registrou 492 pedidos de medidas protetivas a mulheres vítimas de violência entre janeiro e agosto de 2026.
O número representa um aumento de 303% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento do sistema institucional da Polícia Civil do Estado do Amapá.
Segundo os dados da Polícia Civil, de 1º de janeiro de 2025 a 28 de agosto, foram solicitadas 2.085 medidas protetivas.
Já de 1º de janeiro de 2026 a 29 de agosto foram 2.510, uma diferença de 425, variação de 20,4%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Em 2025, o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) concedeu mais de 5 mil medidas protetivas de urgência.
Segundo informações apresentadas pelo próprio tribunal, o volume registrado no primeiro semestre de 2026 já se aproximava do total concedido em todo o ano anterior.
LEIA MAIS Botão do Pânico protege mulheres com medida protetiva e funciona integrado no Amapá Patrulha Maria da Penha registra mais de 2 mil medidas protetivas e 5 mil visitas em 3 anos no AP No AP, mais de 200 homens foram presos por violência contra mulher em 2 meses; veja dados O Amapá registrou 492 pedidos de medidas protetivas a mulheres vítimas de violência entre janeiro e maio de 2026 Divulgação/SMPPM Os números também revelam o descumprimento de medidas protetivas: foram 326 registros a partir de 1º de janeiro de 2025.
Em comparação, em 1º de janeiro de 2026, foram 376, uma diferença de 50, variação de 15,5%.
Entre janeiro e abril de 2026, foram registradas 185 ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas no sistema do Tjap.
Dessas, 184 foram classificadas como crime de descumprimento e uma como notícia de descumprimento.
“Todos os índices aumentaram, isso não quer dizer que talvez a violência tenha aumentado.
Mas sim que as mulheres estão recebendo bastante informação e estão conseguindo procurar a delegacia antes de que o ciclo fique cada vez mais intenso.
O que é muito bom, porque a medida protetiva é um instrumento extremamente poderoso para combater a violência contra a mulher”, disse a delegada Marina Guimarães da Delegacia da Mulher.
Ainda de acordo com a delegada Marina Guimarães, esses números devem ser maiores, já que são apenas da Polícia Civil, mas essas denúncias podem ser realizadas em outros órgãos.
“A medida protetiva é extremamente fácil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amapá.