Com 154 mil abstenções, entenda como falta de ônibus afetou votação em Salvador
A falta de ônibus em Salvador transformou o segundo turno das eleições de 2026 em um dia de denúncias, disputas judiciais e dificuldades para eleitores chegarem às urnas.
Com veículos retidos em garagens, pontos de parada com espera prolongada e reclamações sobre a circulação do transporte público, a crise colocou em discussão o acesso ao voto na capital baiana, que obteve 154.656 abstenções.O problema levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar a recomposição integral da frota, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.
A situação também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, em todo o Brasil, neste domingo, 25 de outubro.Segundo os dados da apuração eleitoral do TSE, 154.656 eleitores não compareceram às urnas na votação de 25 de outubro, o equivalente a aproximadamente 15,81% do eleitorado apto naquele pleito.
Votação em Salvador - Foto: Shirley Stolze | Ag.
A TARDE Ônibus retidos e denúncias durante a votaçãoA dimensão do problema apareceu nas fiscalizações realizadas ao longo da manhã e da tarde.
O Procon-BA contabilizou 544 ônibus parados em cinco garagens de Salvador, segundo balanço divulgado durante o domingo.As equipes foram mobilizadas após denúncias relacionadas à ausência de veículos nas ruas e ao bloqueio da saída de ônibus das garagens.
A situação atingiu diferentes áreas da cidade, incluindo regiões da Barros Reis e do Subúrbio.A Prefeitura de Salvador atribuiu parte dos atrasos a problemas envolvendo adesivos eleitorais nos veículos.
A gestão municipal informou que determinou a liberação dos ônibus, inclusive daqueles com adesivação considerada irregular, para permitir a circulação da frota máxima.Diante das denúncias, o TRE-BA determinou o restabelecimento imediato do serviço, com multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento da ordem para o município e para cada empresa responsável pelo transporte público.O episódio também provocou medidas judiciais relacionadas ao secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e ampliou a pressão por providências para garantir o deslocamento dos eleitores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.