Instagram pede desculpas aos usuários por causa do Creed; entenda
O Instagram precisou se desculpar após meses de recomendações insistentes do Creed .
Desde pelo menos agosto, usuários de várias partes do mundo perceberam que a rede social sugeria “ Higher ”, sucesso de 1999 da banda americana de rock, como trilha sonora para as publicações temporárias — independentemente do conteúdo publicado.
Foto de salada, vídeo de cachorro ou registro de um pôr do sol: o algoritmo parecia querer Creed em tudo.
Em 8 de outubro, um porta-voz do Instagram confirmou à CNN (via Igor Miranda ) que o problema era real: por causa de uma falha técnica, a música estava sendo recomendada a “mais pessoas do que o previsto”.
A equipe de engenharia da empresa trabalhava para corrigir o erro.
O sistema de sugestões musicais do Instagram considera fatores como as músicas que o usuário já escolheu e os elementos visuais do conteúdo publicado.
A empresa não esclareceu qual desses aspectos foi afetado pela falha que transformou o Creed na trilha sonora involuntária de tantas publicações temporárias.
Outra faixa que despertou suspeitas semelhantes foi “ Turn My Swag On ”, de Soulja Boy , lançada em 2008.
Nesse caso, porém, o Instagram afirmou que não houve erro: a música é realmente popular na plataforma e aparece no algoritmo por mérito próprio.
“A música do Soulja Boy ser recomendada não é uma falha técnica — ela é realmente popular no Instagram ”, informou um porta-voz.
“ Higher ” foi lançada como faixa de divulgação do segundo álbum do Creed , Human Clay (1999), e alcançou a 11ª posição da Billboard Hot 100, além de liderar as paradas de rock alternativo e rock popular.
Hoje, soma mais de 572 milhões de reproduções no Spotify .
Ao longo dos anos, a faixa migrou do rádio para o karaokê e para a cultura da internet, onde ganhou uma nova vida como referência irônica aos anos 2000 — o que tornou a recomendação insistente ainda mais cômica para quem a percebeu.
O episódio ocorre em meio à retomada da banda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.