As mudanças de posição de Lula e Flávio após pesquisas na reta final do segundo turno da eleição
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro estão revendo posições para conquistar eleitores na reta final de uma disputa presidencial apertada, avalia o editor de VEJA Ricardo Ferraz.
Enquanto Lula passou a defender a redução da maioridade penal para crimes hediondos, Flávio votou pelo fim da escala 6×1 depois de sustentar uma proposta alternativa para a jornada de trabalho.
Para o jornalista, os movimentos refletem a pressão por votos em uma eleição marcada pela rejeição aos dois adversários (este texto é um resumo do vídeo acima) .
“Os dois candidatos estão mudando de opinião de acordo com o vento que vem do eleitorado”, afirmou Ferraz no Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol nesta sexta-feira, 16.
A análise ocorreu após a divulgação do Datafolha que mostrou Flávio com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula.
Nos votos totais, os percentuais são de 47% e 45%, respectivamente.
Os dois cenários representam empate técnico, conforme apresentado no programa.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Por que Lula mudou o discurso sobre maioridade penal? Na sabatina da TV Globo na noite de quinta-feira, Lula se declarou favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Ferraz interpretou a declaração como uma resposta ao peso da segurança pública entre as preocupações do eleitorado e uma mudança em relação à posição histórica do PT.
Continua após a publicidade Segundo o editor, o partido tradicionalmente defendia o enfrentamento das causas da violência e questionava a eficácia do aumento de penas e de alterações na legislação como resposta à criminalidade.
Na avaliação de Ferraz, a busca por votos levou Lula a contrariar essa orientação na fase decisiva da campanha.
O que mudou na posição de Flávio sobre a escala 6×1? Ferraz apontou um movimento semelhante na atuação de Flávio em relação à jornada de trabalho.
Segundo ele, o candidato do PL defendia um regime de remuneração por hora trabalhada e buscava levar essa alternativa ao plenário do Senado.
Diante da impopularidade da proposta, afirmou o jornalista, Flávio acabou votando remotamente a favor do fim da escala 6×1.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.