IT Forum Mulheres: “Vestimos uma capa de superpoderes no trabalho”, diz Emanuela Ramos, da Nava
Um computador quebrado e uma placa-mãe bastaram para despertar o interesse da vice-presidente executiva da Nava Tech for Business, Emanuela Rosa Ramos, pela tecnologia.
Ainda adolescente, ela acompanhou um técnico abrir o equipamento da família e ficou fascinada com o nome da peça, que parecia saído de uma nave espacial.
Decidiu ali que queria trabalhar com aquilo.
Cerca de duas décadas depois de entrar no setor, Emanuela é sócia da Nava e lidera uma unidade de negócios com mais de 500 profissionais.
O caminho até a posição não nasceu de uma ambição declarada de chegar ao topo.
Aos 28 anos, já diretora, ela ouviu do então presidente da empresa em que trabalhava uma pergunta: o que faltava para assumir uma vice-presidência? “Eu respondi: ‘Falta tudo’”, conta.
Na lista de lacunas que apresentou estavam o inglês fluente, um curso de master of business administration (MBA) fora do Brasil, mais viagens e mais repertório de conversa.
A resposta provocou uma gargalhada no executivo, que enxergava justamente naquela espontaneidade uma das características que a tornavam preparada para assumir novas responsabilidades.
O episódio virou uma referência para Emanuela, que admite ter passado boa parte da carreira subestimando a própria preparação.
“Nunca acordei dizendo: ‘Quero ser gerente, diretora, vice-presidente’.
Minha ambição sempre foi voltada a entregar muito e fazer muito bem o meu trabalho”, afirma.
Da área comercial à diretoria Antes da graduação em Administração, Emanuela estudou processamento de dados no ensino médio.
Aos 18 anos, entrou como trainee na área comercial de uma consultoria brasileira de tecnologia.
Passou por empresas como DTS Consulting e Resource IT , com funções em vendas, operações, desenvolvimento de negócios e gestão de projetos.
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