Opções do EWZ são uma forma mais barata do gringo se expor ao ‘trade eleitoral’?
O “trade eleitoral” movimentou as opções do EWZ , com um aumento de compras de vencimentos para os meses de novembro e dezembro, depois do período eleitoral.
No entanto, a partir da última quinta-feira (10), as compras foram antecipadas já para outubro.
No meio do caminho, uma série de levantamentos eleitorais passou a indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na quinta-feira, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indicou empate técnico entre os candidatos, com Flávio tendo 46,4% das intenções de voto, enquanto o presidente aparecia com 46,4%.
Com Flávio encostando ou até ultrapassando numericamente o incumbente, o mercado está começando a aumentar a aposta de que o Brasil pode ter uma mudança de governo, explica o analista da Empiricus Research Ruy Hungria .
“As opções do EWZ são uma forma meio rápida de você montar a posição sem colocar tanto dinheiro, com uma quantidade limitada de dinheiro que pode ter uma apreciação relevante”, diz.
Hungria detalha que é um investimento com potencial de se multiplicar algumas vezes lá na frente, mas é um montante menor do que o necessário para ganhar retorno com ações, por exemplo.
“Você pode ganhar esse mesmo valor, com um investimento menor, mas obviamente que é uma operação mais arriscada.
As opções são mais voláteis e a pessoa pode perder todo o dinheiro”, pondera.
O economista-chefe da Nomos, Beto Saadia , corrobora o cenário traçado por Hungria, além de observar que o investidor estrangeiro que quer alocar no Brasil, mas sem fazer stock picking — estratégia de escolher ações individuais para investir —, entra pelo EWZ.
A opção é uma forma de ter exposição à alta de algo, mas no preço do ativo naquele dia, explica.
“As pessoas estão comprando opção do EWZ por ser mais barato, e isso tem dois motivos.
O primeiro é muitos investidores não estão expostos a Brasil — e nem querem estar —, mas precisam estar preparados, porque vai que o Brasil vira ‘a bola da vez’.
Isso pode proteger o investidor”, afirma.
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