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Após Bradesco e Itaú, Santander também eleva juros do crédito imobiliário

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Após Bradesco e Itaú, Santander também eleva juros do crédito imobiliário

O Santander confirmou no fim da tarde desta quinta-feira (29) que também irá reajustar as taxas do crédito imobiliário, ampliando o movimento iniciado por Bradesco e, posteriormente, Itaú, em meio à disparada dos juros futuros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Santander, a partir de 30 de outubro as operações passarão a ser oferecidas com taxas a partir de 12,49% ao ano mais Taxa Referencial (TR) – hoje próxima a 2% ao ano.

Até ontem (28) taxa mínima confirmada pelo banco era de 11,69% ao ano mais TR.

“O banco acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário e avalia continuamente as condições de seus produtos de crédito”, informou a instituição.

Também nesta quinta-feira o Itaú reajustou a taxa mínima do crédito imobiliário de 11,99% para 12,95% ao ano mais TR, dois dias depois de o Bradesco elevar sua taxa de 11,7% para 15% ao ano mais TR.

“Os reajustes em financiamentos imobiliários costumam ocorrer de forma gradual, geralmente entre 0,1 e 1 ponto percentual.

Um aumento de 3,3 pontos percentuais de uma única vez, como foi o do Bradesco, é completamente fora do padrão.

Nossa avaliação é que foi uma forma do banco tornar seu financiamento menos atrativo em relação aos concorrentes, e dar uma ‘travada’ em novas contratações.

O movimento do Itaú estaria mais dentro do que consideramos normal, visto a expectativa dos juros futuros”, disse Paulo Padro, cofundador e especialista em crédito imobili á rio da MySide.

Para Padro, a grande incógnita paira sobre a Caixa, que é responsável por quase 70% do crédito habitacional do país, com uma carteira superior a R$ 1 trilhão.

“A dúvida realmente é o que a Caixa vai fazer, já que isso depende da diretriz do governo federal”, disse.

Até o momento, a Caixa não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Por trás dos aumentos A avaliação predominante no mercado é que os reajustes estão ligados à forte abertura da curva de juros observada após as eleições.

Como parte relevante do funding imobiliário vem de instrumentos de mercado, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), a alta dos juros futuros aumenta o custo esperado de captação dos bancos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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