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Economia

Argentina: vendas de materiais de construção recuam até 20%; pior já passou?

InfoMoney ·
Argentina: vendas de materiais de construção recuam até 20%; pior já passou?

O segmento de materiais de construção costuma ter na resiliência uma poderosa arma para atenuar as consequências de períodos adversos.

Como nem sempre é possível adiar o fim de uma obra ou a manutenção da casa, a demanda pelos produtos do setor tende a se manter permanente.

A característica, no entanto, não foi suficiente — por enquanto — para frear a desaceleração das vendas na Argentina.

“Nós tivemos uma redução — não em faturamento, mas em [número de] unidades — entre 18% e 20% desde que medidas mais restritivas foram adotadas”, revela Juan Nazabal, presidente da Bulonfer, empresa com 40 anos de história e considerada uma das principais do setor de ferragens no país vizinho.

O executivo está entre os mais de 600 empresários do mercado de materiais de construção de 28 países reunidos no Summit Americas e ExpoShow, evento internacional realizado pela Atlas, no Panamá.

Apesar da desaceleração nos negócios, Nazabal manifesta otimismo e acredita que, em breve, haverá uma inversão da tendência.

Leia também: IA e varejo entram no debate sobre futuro do setor de materiais de construção Pior já passou? De acordo com especialistas, a economia da Argentina segue apresentando sinais mistos de recuperação, combinando a melhora recente de alguns indicadores com fraqueza persistente na demanda doméstica, no mercado de trabalho e no consumo.

Leia mais: O que falta para crescimento da Argentina? Para analistas, recuperação segue frágil “A retração do consumo era uma consequência da tentativa de controlar a inflação com uma política monetária um pouco restritiva que foi levada adiante [pelo governo de Javier Milei]”, explica o empresário argentino.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec), o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Argentina teve alta de 1,7% em agosto ante julho.

O resultado sinaliza desaceleração após a alta mensal de 2,1% em julho.

Na comparação anual, o indicador avançou 33,5%.

“As medidas mais drásticas já foram tomadas ao longo destes anos.

Alguns indicadores se normalizaram, e isso é muito bom em termos macroeconômicos”, reflete Nazabal.

“Os números, felizmente, estão se ajustando, e o que resta agora é que o consumo se reative um pouco, o que, para nós e para nossas empresas, é vital”, projeta o empresário, que faz questão de demonstrar otimismo com o futuro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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