Prefeito cassado diz que dívida milionária causou atraso no pagamento de servidores: ‘Dei prioridade aos serviços essenciais’
Prefeito de São Miguel do Araguaia é cassado após atraso no pagamento de servidores O prefeito cassado de São Miguel do Araguaia, Jeronymo José de Siqueira Neto, afirmou que uma dívida milionária deixada por gestões anteriores provocou atrasos no pagamento dos servidores municipais e levou a prefeitura a priorizar serviços essenciais.
"Dei prioridade aos serviços essenciais, porque esse serviço atende a você, população" disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais após a Câmara Municipal cassar o mandato dele na segunda-feira (27).
No pronunciamento, Jeronymo disse que precisou escolher entre pagar os servidores, abastecer os ônibus do transporte escolar, garantir a merenda dos alunos, abastecer a farmácia básica e realizar serviços de manutenção urbana ou fazer integralmente o repasse do duodécimo à Câmara Municipal.
“Eu tive que escolher do orçamento que sobrava, se eu abastecia os ônibus para continuar o transporte escolar, se a gente garantia para os nossos alunos uma merenda escolar de qualidade, escolher entre abastecer a farmácia básica, fazer o serviço de tapa-buraco, honrar o salário dos servidores ou passar o duodécimo”, afirmou.
Jeronymo também afirmou que os atrasos nos salários não começaram na gestão dele.
No vídeo, disse que, quando assumiu a prefeitura, em janeiro de 2025, o pagamento referente a dezembro de 2024 estava atrasado.
O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal de São Miguel do Araguaia para solicitar um posicionamento sobre as declarações do prefeito cassado, a respeito dos atrasos no pagamento dos servidores e da dívida milionária que, segundo ele, foi deixada por gestões anteriores.
Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.
Prefeito de São Miguel do Araguaia tem mandato cassado após atraso no pagamento de servidores Reprodução/Instagram de Jeronymo Siqueira Servidores relatam atrasos Relatos de servidores municipais apontam que os atrasos atingem diferentes áreas da administração.
Uma servidora aposentada, que não quis se identificar, afirmou que os pagamentos da educação chegavam a atrasar cerca de um mês, mas disse ter ouvido relatos de trabalhadores de outras áreas que estavam sem receber.
“Eu ouvi dizer que as pessoas que ficaram sem receber são garis, que está atrasando demais, não está pagando, e da área da saúde”, contou.
Em outro relato, uma servidora disse acreditar que os trabalhadores da educação não estavam sem receber porque as escolas não poderiam parar.
Ela afirmou, porém, que, segundo informações que recebeu, outras áreas estariam enfrentando problemas com os pagamentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.