Shein cai mais de 9% em sua estreia na Bolsa de Hong Kong
A gigante da moda ultrarrápida Shein caiu mais de 9% nesta terça-feira (1º) em sua aguardada estreia na Bolsa de Hong Kong, após levantar US$ 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões) em uma oferta pública inicial de grande repercussão midiática.
As ações da empresa de origem chinesa eram negociadas a 40 dólares de Hong Kong (US$ 5,1 ou R$ 26,5) pouco depois da abertura, abaixo do preço inicial de 48,56 dólares de Hong Kong.
A Shein, conhecida por seus preços baixos e pela rápida produção de roupas, obteve em julho a aprovação de Pequim para sua estreia em Hong Kong, depois que seus planos de abrir capital em Nova York e Londres enfrentaram obstáculos regulatórios.
A empresa informou que os recursos captados serão usados para financiar sua capacidade tecnológica e ampliar sua presença internacional, especialmente na Europa e na América Latina.
A varejista online transferiu sua sede para Singapura entre 2021 e 2022, medida que, segundo analistas, buscava reduzir o crescente escrutínio global sobre as empresas chinesas.
A Shein registrou lucro líquido anual de US$ 2,06 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em 2025, mas teve prejuízo trimestral de US$ 99 milhões (R$ 513,6 milhões) após os Estados Unidos eliminarem uma isenção tarifária para pequenos pacotes.
Em medida semelhante, a União Europeia impôs no mês passado uma taxa de € 3 (R$ 18) por item para encomendas com valor inferior a € 150 euros (R$ 900).
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