Preso pela PF, Márcio Canella foi pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro
O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado eleito, Márcio Canella (União Brasil) , foi preso nesta quarta-feira, 15, pela Polícia Federal (PF) .
Segundo deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro , ele chegou a ser pré-candidato ao Senado pelo estado com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL) .
Em julho, pouco após ser preso em flagrante por porte de arma de uso restrito , ele anunciou a desistência na disputa pelo cargo e informou que concorreria a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) .
O anúncio da pré-candidatura de Canella foi realizado por Flávio em fevereiro, quando também comunicou a escolha de Douglas Ruas (PL) como pré-candidato ao governo do Rio — ele foi eleito no primeiro turno, após anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) .
Na época, Flávio afirmou que havia “convergência sobre essa chapa”, citando a apoio do ex-governador Cláudio Castro (PL) , alvo de duas operações da PF com menos de 15 dias de distância neste ano. + Quem é Márcio Canella, deputado eleito preso pela PF, suspeito de ligação com milícia Canella foi preso preventivamente nesta quarta por suposto envolvimento em uma organização criminosa armada que usava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana como plataforma de lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações da PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, contando com apoio de “agentes públicos e articulação político-institucional”.
Continua após a publicidade Além de Canella, a ação mirou o delegado Marcus Amim , ex-secretário estadual de Polícia Civil e Pablo Russo , inspetor da Polícia Civil , além dos policiais Christiano Gaspar Fernandes , Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior .
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF) , que também ordenou o sequestro de bens e valores e a a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro.
Delas, 96 são postos de combustíveis usados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa, de acordo com a Polícia Federal.
Continua após a publicidade VEJA tenta contato com a defesa de Canella.
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