André Mendonça relata ação de Lula sobre quebra de sigilo de candidatos
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ficará responsável por analisar o pedido apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico sejam divulgados, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, também autorize a divulgação dos próprios dados.Protocolada nesta terça-feira, 20, a ação foi apresentada após Lula lançar o desafio durante o debate da Band, realizado no último domingo, 18.
O presidente pede que as informações sejam tornadas públicas antes da próxima quarta-feira, 21.A solicitação também prevê que a medida alcance familiares e sócios dos dois candidatos à Presidência.
Entre as pessoas incluídas está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é alvo de investigações da Polícia Federal.A petição estabelece ainda que a autorização abranja empresas ligadas aos candidatos e pessoas que tenham responsabilidade financeira sobre contas bancárias dessas companhias.
“Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou ‘usuários master'”, diz a petição.Flávio é alvo de investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiroO senador Flávio Bolsonaro é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
Entre os elementos analisados está uma conta bancária vinculada à Alcazar Holding, empresa pertencente ao advogado, na qual Flávio aparecia como “usuário master”.Ao justificar a urgência da divulgação, a ação apresentada ao TSE sustenta que o acesso público às informações deve ocorrer antes do prazo estabelecido para que os eleitores possam conhecer os dados dos dois candidatos.“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21.10 2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, diz a petição enviada ao TSE.
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