Crise na Casas Bahia leva a pedido de recuperação judicial
A crise no grupo Casas Bahia chegou a seu ápice, com o pedido de recuperação judicial protocolado no fim da noite de domingo (16) na 2ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais de São Paulo, em que a rede relata passivos de R$ 17,3 bilhões e informa 19,4 mil credores quirografários (sem garantias).
Na petição ainda há pedido de liminar para impedir vencimentos antecipados e que transportadoras retenham produtos da rede.
Já havia uma expectativa de que um pedido desse tipo ocorreria: a empresa havia alertado para risco de continuidade operacional em seu relatório de resultados publicado no domingo (16), e assim como informava a possibilidade de pedir recuperação judicial ou nova extrajudicial, por conta da deterioração do seu negócio.
A rede está desde 2024 com balanços trimestrais no vermelho, reportando prejuízo em 20 dos 30 trimestres após a saída do controle do GPA, em 2019, e buscava crédito no mercado neste ano para dar um novo fôlego à operação.
Mas o cenário complicou-se rapidamente nos últimos meses.
O grupo tem baixa alavancagem, após renegociação depois de uma recuperação extrajudicial dois anos atrás, mas sente pressão no capital de giro.
Aspectos do dia a dia da gestão, como dificuldade de acesso a linhas de crédito para compra de produtos, que afetou estoques e reduziu as vendas, e problemas para acessar mercados de dívida e de equity agravaram o quadro.
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