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Eleição em Israel tem impasse sobre maioria — 4 cenários possíveis para o futuro do país

BBC News Brasil ·
Eleição em Israel tem impasse sobre maioria — 4 cenários possíveis para o futuro do país

Com mais de 85% dos votos apurados após as eleições de terça-feira (27/10), nem a coligação do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu , nem o bloco do seu principal adversário, Gadi Eisenkot, parecem estar no rumo de conseguir uma maioria no Parlamento.

Para formar um governo, parece provável que um dos principais partidos terá que quebrar suas promessas de campanha. Isso significa que o resultado mais provável pode muito bem ser a realização de novas eleições .

Será que Netanyahu conseguiria persuadir Eisenkot a se juntar a ele em um governo de unidade nacional?

Para isso, Eisenkot teria que abandonar sua principal plataforma. Ele se apresenta como a única alternativa a Netanyahu e construiu sua campanha em torno da ideia de destituí-lo do poder.

Na noite passada, ele subiu ao palco em seu quartel-general de campanha e pediu a Netanyahu que "anunciasse sua aposentadoria da vida política hoje", dizendo à multidão que os israelenses estão fartos da "cultura de mentiras", da "divisão e da incitação" de Netanyahu.

Mas isso foi antes de uma das principais pesquisas de boca de urna — que inicialmente previa uma vantagem para o bloco de Eisenkot — ser revisada, e ele ser ultrapassado por Netanyahu.

Netanyahu poderia tentar persuadir o Partido Yashar de Eisenkot a se juntar ao seu Partido Likud em um governo de unidade, abandonando os partidos de extrema-direita e ultraortodoxos com os quais está atualmente em coalizão.

Mas, na noite passada, na sede do Likud, ele agradeceu a seus "parceiros leais" e pediu um "governo de direita forte" — declarações que alguns interpretaram como uma intenção de preservar sua aliança com eles.

Um fator que poderia aumentar a probabilidade de um governo de unidade nacional seria a retomada do conflito com o Irã, o que poderia pressionar seriamente os líderes partidários a deixarem de lado suas diferenças políticas e trabalharem juntos.

Nos dias que antecederam a eleição, a mídia israelense e americana noticiou que Netanyahu estava pressionando por novos ataques ao país e que havia pedido a Donald Trump que aprovasse o envolvimento dos EUA.

Isso seria interpretado pelos críticos de Netanyahu como uma tentativa de salvar a própria pele politicamente, entrando em mais um conflito regional.

Esse cenário seria uma mudança radical na política israelense. Apenas um partido árabe independente chegou a fazer parte formalmente de uma coalizão, em 2021, e sua participação não durou muito.

Eisenkot e todos os outros partidos judeus do seu bloco (com exceção de um) já descartaram a possibilidade de formar governo com eles. Mas, neste momento, esse é o único caminho da oposição para alcançar a maioria.

Os partidos árabes foram o destaque da noite de eleição. Eles parecem ter desafiado as expectativas e podem conquistar um número recorde de 19 cadeiras — impulsionados por uma participação sem precedentes da população árabe de Israel, que representa cerca de um quinto do país e frequentemente se descrevem como "cidadãos palestinos de Israel".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.

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