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Até aliados se recusam a viver em hospício liderado por Flávio

UOL Notícias ·
Até aliados se recusam a viver em hospício liderado por Flávio

Um político que dá as costas para quase 60 milhões de votos erra o alvo. Flávio Bolsonaro foi mais longe. No exílio de Miami, autoproclamou-se o "verdadeiro presidente eleito". Rebaixou-se em seguida para "líder do Brasil". Foi como se arrastasse os aliados para o seu delírio. Virou alvo.

Tarcísio de Freitas disse que o caminho é "respeitar o resultado das urnas e seguir em frente". Seguiu para 2030 ao defender "responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte" .

Na carta de Miami, Flávio falou de "fraude eleitoral". Derrotado na corrida ao Planalto, candidatou-se à camisa de força. Tenta fazer crer que os 34 mil votos contabilizados depois do fechamento das urnas são suficientes para pôr em dúvida a vantagem de 4,4 milhões de votos obtida por Lula.

Nem Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, embarcou na alucinação da fraude: "Não há prova nesse sentido". O presidente do TSE, uma toga bolsonarista, realçou em nota a "normalidade" das eleições de domingo.

Partidos de esquerda, de centro e de direita colocaram-se do lado da democracia. Até aliados do filho do capitão compreenderam o novo golpe: Flávio Bolsonaro não sofre de insanidade, se aproveita dela. E não seria saudável viver num hospício liderado pela caricatura de um louco.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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