Israel faz ataques mais letais no Líbano desde trégua
Ao menos 11 pessoas morreram em bombardeios israelenses no sul do país. Hezbollah promete responder, elevando a pressão sobre o cessar-fogo firmado há quase dois meses.Pelo menos 11 pessoas morreram neste sábado (15/08) em novos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, os mais letais desde a trégua entre Israel e o Hezbollah, firmada há quase dois meses.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, um dos bombardeios atingiu a periferia da vila de Ansar e matou sete pessoas, além de deixar dois feridos. Entre os mortos estavam três crianças e duas mulheres.
De acordo com a agência estatal libanesa NNA, o ataque ocorreu ao amanhecer e destruiu uma casa. Moradores citados pela agência de notícias alemã DPA afirmaram que o imóvel era utilizado como base pelo Hezbollah.
Outro ataque atingiu a localidade de Deir al-Zahrani, matando quatro pessoas e ferindo 17, informou o Ministério da Saúde do Líbano.
A NNA também relatou bombardeios nas proximidades da colina de Ali Taher, que domina áreas da cidade de Nabatiyeh e importantes vias de acesso à região.
O Exército israelense confirmou os ataques contra estruturas do Hezbollah no sul do Líbano e afirmou que a ação foi uma retaliação a um ataque do grupo contra forças israelenses.
Mais tarde, o Hezbollah reagiu aos bombardeios e afirmou que responderá de forma "apropriada".
"Israel deve compreender claramente que seus ataques, violações e tentativas de impor um fato consumado não podem continuar e serão enfrentados com uma resposta apropriada", declarou o grupo apoiado pelo Irã.
O Hezbollah também advertiu as autoridades libanesas contra a continuidade das negociações de paz com Israel, classificadas pelo movimento como "humilhantes" e acusando o governo de oferecer "concessões gratuitas" ao adversário.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou os ataques e pediu que Israel interrompa a escalada.
"Os sete mártires do ataque israelense contra a cidade de Ansar não eram militares, e as crianças e mulheres mortas não eram alvos militares", escreveu Salam na rede social X.
O conflito entre Israel e Hezbollah voltou a se intensificar no início de março. Os confrontos evoluíram rapidamente para uma guerra em larga escala, com operações terrestres israelenses no sul do Líbano, deslocamento em massa de moradores e mais de 4.300 mortes.
Israel afirma ter estabelecido uma zona de segurança no sul do Líbano para impedir ataques do Hezbollah contra o norte do país. Segundo a imprensa libanesa, a área sob controle israelense corresponde a cerca de 620 quilômetros quadrados, aproximadamente 6% do território libanês.
O entendimento prevê a retirada gradual das tropas israelenses do sul do Líbano em troca do desarmamento do Hezbollah, além de abrir caminho para uma eventual normalização das relações entre as partes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.