Colômbia: ministro vai à praia após terremoto e presidente distribui bolas em meio a escombros
O recém-eleito presidente da Colômbia, o extremista de direita Abelardo de la Espriella, enfrenta uma crise política em meio aos escombros do terremoto de magnitude 7,4 que deixou mais de 300 mortos e destruiu quase 27 mil casas.
Enquanto milhares de desabrigados dormem ao relento, atitudes controversas do alto escalão do governo geraram indignação no país.
Uma das maiores polêmicas envolve o ministro da Habitação, Jaime Andrés Beltrán.
Uma semana após assumir o cargo e com o país ainda sofrendo os impactos do desastre natural, ele foi flagrado com a família em uma praia caribenha.
Ao tentar se justificar, Beltrán tentou justificar: “Os servidores públicos priorizaram o trabalho e negligenciaram suas famílias, embora a família seja igualmente importante.
Somos servidores públicos, mas também somos pais, filhos e cônjuges”.
A oposição de esquerda já articula uma moção de censura.
A senadora Carol Borda resumiu a indignação.
“Que nível doloroso de desconexão quando a ansiedade de milhares de famílias é ter suas casas destruídas e não saber onde vão dormir”, afirmou.
Até aliados de direita, como o senador Andrés Forero, criticaram a postura do ministro.
“Ao permanecer no cargo, ele está envolvendo o presidente Abelardo na resolução de um problema com o qual não tem nada a ver e sujeitando o governo a um desgaste prematuro e desnecessário”.
Apesar da pressão, Beltrán recusou-se a pedir desculpas, disse que continuará “a ser ministro”.
“A mensagem do presidente é que, assim como construímos casas, o mais importante é construir lares”, apontou.
Ele alegou que mora longe da família e que “fazemos questão de nos encontrar de vez em quando”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.