Agro dispara na produção de biomassa e ganha espaço recorde na energia
Apesar de estar associado à produção de alimentos, fibras e matérias-primas para o mercado internacional, o agronegócio tem registrado recordes na oferta de biomassa, com fontes sustentáveis de energia, desbancando o setor na participação na matriz energética brasileira.De acordo com o estudo "Oferta de Energia Renovável pelo Agronegócio", realizado pelo Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), em mais de cinco décadas, a oferta passou de 6,5 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) para 97,8 milhões de tep de energia renovável.
Um crescimento de mais de R$ 15%.O destaque cria oportunidades mais competitivas e relevantes no cenário internacional por busca de segurança energética e redução das emissões de gases de efeito estufa.Oferta de biomassa do agro cresce 60%Ainda segundo dados da FGV, a participação da biomassa associada ao agronegócio representava 9,7% da oferta interna de energia em 1970 e atingiu 29,8% em 2025, consolidando o patamar observado nos últimos anos.Quando considerada apenas a parcela renovável da matriz, a relevância dessas fontes é ainda mais evidente: no ano passado, a bioenergia vinculada ao agronegócio respondeu por aproximadamente 60% de toda a oferta renovável considerada neste estudo.Dos 162,3 milhões de tep de energia renovável ofertados naquele ano, 97,8 milhões de tep corresponderam à bioenergia associada ao agronegócio, frente a 10,6 milhões de tep de bioenergia não vinculada às atividades agropecuárias e a 53,9 milhões de tep provenientes das demais fontes renováveis.
Ao observar os anos entre 2021 e 2025, a oferta total de energia renovável no Brasil aumentou de 136,7 milhões para 162,3 milhões de tep, elevando sua participação na matriz de 45% para 49,5%.
Nesse mesmo período, a bioenergia vinculada ao agronegócio passou de 84,2 milhões para 97,8 milhões de tep, crescimento de aproximadamente 16%, enquanto sua participação na oferta interna de energia avançou de 27,7% para 29,8%.Energia eólica e solar acompanha altaA expansão recente das fontes renováveis ocorreu também com forte crescimento das energias eólica e solar, cuja participação conjunta passou de aproximadamente 2,8% da matriz em 2021 para 5,8% em 2025.
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