Santander (SANB11) afunda mais de 4% após resultado fraco, mas analistas relevam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
O Santander Brasil (SANB11) afunda na bolsa nesta quarta-feira (28) após divulgar um balanço que voltou a frustrar as expectativas do mercado .
Por volta das 11h30, as units do banco caíam 4,37%, a R$ 24,74.
No acumulado de 2026, a desvalorização já supera os 27% na B3.
O movimento reflete um trimestre em que os esforços para enxugar a operação ainda não foram suficientes para reverter a pressão sobre os resultados.
O lucro líquido recorrente caiu 28% em um ano, para R$ 2,885 bilhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) recuou a 11,9%, abaixo dos 12,7% esperados pelos analistas.
Mais do que a queda do lucro, porém, preocupa a composição do resultado.
A redução de despesas e os efeitos tributários positivos ajudaram a sustentar o balanço, enquanto as receitas continuaram pressionadas e a inadimplência de longo prazo avançou.
Essa combinação ajuda a explicar a cautela do Itaú BBA , BTG Pactual e Safra .
Embora reconheçam os avanços no controle de custos, os analistas ainda veem poucos sinais de uma recuperação operacional capaz de sustentar uma retomada mais robusta dos lucros.
Os números do Santander Brasil (SANB11) no 3T26 Indicador Resultado 3T26 Projeções Variação (a/a) Evolução (t/t) Lucro líquido R$ 2,885 bilhões R$ 3,161 bilhões -28% -4,3% ROAE 11,9% 12,7% -5,6 p.p. -0,6 p.p Carteira de crédito ampliada R$ 721 bilhões — +4,7% +0,9% Inadimplência acima de 90 dias 3,4% — +0,6 p.p +0,1 p.p Margem financeira R$ 14,958 bilhões — -1,6% +2,5% O que preocupa os analistas? A avaliação dos analistas é de que o balanço do Santander Brasil no 3T26 ainda não mostra uma recuperação consistente da operação.
O Itaú BBA classificou o resultado como fraco, embora em linha com as estimativas revisadas para baixo.
Já o BTG Pactual avaliou com frustração o lucro 14% aquém da sua projeção e 7% abaixo do consenso de mercado.
O BTG também destacou que o resultado antes dos impostos ficou cerca de 30% abaixo de sua estimativa.
O lucro final foi parcialmente favorecido por uma alíquota efetiva de imposto negativa, de 11,6%, o que ajudou a amortecer a fraqueza operacional.
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