MP cobra R$ 1 milhão de frigorífico após novos despejos de resíduos em rio de MT
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) identificou o lançamento de efluentes da estação de tratamento do frigorífico diretamente no Rio dos Peixes Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) A Indústria Frigorífica Boa Carne Ltda. é alvo de duas ações do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por descumprimento de obrigações assumidas em um acordo para evitar o lançamento irregular de efluentes em cursos d’água.
As ações tramitam em Colíder, a 632 km de Cuiabá, e uma delas cobra R$ 1 milhão em multas da empresa.
O g1 procurou a Indústria Frigorífica Boa Carne Ltda. para obter um posicionamento sobre as ações e as irregularidades apontadas, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo o MPMT, a cobrança é referente a dois episódios registrados após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em julho de 2022.
O acordo previa multa de R$ 500 mil para cada novo despejo irregular de efluentes causado pela empresa.
Agora no g1 Entenda o caso A situação começou em 2021, quando uma fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) identificou o lançamento de efluentes da estação de tratamento do frigorífico diretamente no Rio dos Peixes.
Após a investigação, a empresa firmou o TAC com o Ministério Público e se comprometeu a dar a destinação adequada aos efluentes e evitar novos lançamentos em cursos d’água.
De acordo com o MPMT, porém, duas novas ocorrências foram identificadas posteriormente.
A primeira foi registrada durante uma fiscalização da Sema, em setembro de 2023.
Segundo o Ministério Público, os técnicos encontraram um líquido escuro escoando em direção a um curso d’água sem autorização ambiental para o lançamento de efluentes.
A situação resultou em uma autuação.
Em março de 2024, uma nova fiscalização identificou outro episódio.
Conforme relatório técnico citado pelo MPMT, houve transbordamento das lagoas usadas no tratamento de efluentes, fazendo com que os resíduos ultrapassassem a área de contenção e chegassem a um curso d’água.
O caso também resultou em uma autuação.
O Ministério Público considera que os dois episódios são ocorrências diferentes e aconteceram depois da assinatura do TAC.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.