Ex-professor de Cambridge que se demitiu após acusação de plágio é encontrado morto
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O sociólogo Jason Arday, 41, ex-professor da Universidade de Cambridge que se demitiu após acusações de plágio, foi encontrado morto nesta sexta-feira (14) em uma casa em Londres . A Polícia Metropolitana informou, em comunicado, que uma ambulância foi chamada após a denúncia de que um homem havia sido encontrado inconsciente. A morte foi constatada no local.
A polícia não divulgou a identidade do homem, como é de praxe no Reino Unido , mas a família de Arday, que era a pessoa negra mais jovem a se tornar professor de Cambridge, confirmou sua morte. Um porta-voz da universidade contatado por telefone na noite de sexta afirmou que a instituição aguardava confirmação da identidade do homem encontrado morto antes de se pronunciar.
Segundo a polícia, a morte foi considerada "inesperada", mas não havia suspeita de crime. Arday estava sozinho quando morreu.
Em nota, a família do professor disse que ele "foi vítima de uma campanha de acusações e assédio por mais de três anos desde que se tornou professor em Cambridge. Os autores [dessa campanha] não mediram esforços para tentar minar sua credibilidade".
"Esses ataques foram demais para Jason, um homem delicado que sempre queria ver o melhor nas pessoas. Estamos em choque de ter perdido este incrível pai, parceiro, irmão, tio e filho. Não faremos mais comentários nesse momento além de pedir que a imprensa nos deixe em paz e interrompa a campanha de assédio que conduziu contra Jason e sua família."
O acadêmico se demitiu de Cambridge na semana passada em meio a acusações de que havia plagiado trechos de seus artigos acadêmicos, inventado aspectos de sua história de vida e cometido erros graves em trabalhos publicados.
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O jornal britânico The Telegraph publicou uma análise na qual mostrava que mais de 100 passagens da tese de doutorado de Arday eram parecidas com a tese de Paula Zwozdiak-Myers, da Universidade Brunel de Londres, publicada seis meses antes.
Já o Times de Londres encontrou erros graves e fatos incorretos em pelo menos dois artigos acadêmicos publicados por Arday. Depois disso, o sociólogo publicou correções sobre os trabalhos, de 2018 e 2020. Arday também dizia em seu currículo ter sido professor convidado da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, e da Universidade de Glasgow, na Escócia, mas as duas instituições negaram que o sociólogo tenha lecionado lá.
Ele também dizia ter um mestrado em estudos psicodinâmicos na Universidade Birkbeck, em Londres, mas o jornal The Guardian disse que a instituição não emitiu nenhum título para Arday. Afirmava ainda ser o autor de um livro didático chamado "Ser Jovem, Negro e Homem: Desafiando a Narrativa Dominante", mas a editora Palgrave Macmillan afirmou que, embora tenha discutido o tema com Arday, o livro nunca foi publicado.
Arday, que também ministrava palestras sobre racismo no ensino superior, tornou-se o professor negro mais jovem da universidade em 2023.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.