Dólar cai e Bolsa deslancha com capital estrangeiro e disparada do petróleo
O dólar registrou queda de 0,47% frente ao real, cotado a R$ 5,15, nesta terça-feira (1º/9).
Durante a sessão, contudo, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 5,13.
Na véspera, ela havia ficado em R$ 5,17 .
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira ( B3 ), fechou em alta pela 10ª vez seguida.
Desta vez, a elevação foi de 1,30%, aos 179,7 mil pontos.
No pregão, às 11h40, o indicador subiu mais de 2%, atingindo 181 mil pontos, patamar só alcançado em maio deste ano.
A partir daí, o índice começou a minguar rumo ao patamar entre 160 mil e 170 mil pontos.
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“Após semanas de postura defensiva e saídas de recursos, o investidor internacional voltou a ingressar no país para aproveitar o momento das ações locais”, diz Nossig.
“Essa entrada maciça de divisas aumentou a oferta da moeda americana no mercado doméstico, provocando uma pressão vendedora e garantindo o fortalecimento do real na sessão.” Motor Para a analista, o motor que impulsionou a entrada de capital externo foi o setor de commodities da Bolsa, com destaque central para as empresas petroleiras.
“Diante da escalada das tensões no Oriente Médio e do consequente salto nos preços do barril de petróleo, as grandes gestoras globais voltaram seus olhares para gigantes como a Petrobras”, diz.
“A busca por papéis ligados à energia — vistos como estratégicos, pagadores de dividendos e atraentes em termos de valor de mercado — fez com que os estrangeiros aportassem nessas companhias, exigindo uma conversão direta de dólares em reais para a liquidação das compras na Bolsa brasileira.” Petróleo No exterior, com o agravamento da guerra EUA-Irã, o preço do petróleo no mercado internacional superou o patamar dos US$ 95 por barril.
O tipo Brent, referência internacional da commodity, aumentou 7,65%, a US$ 95,13.
O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subiu 5,62%, a US$ 90,61.
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