Morador realiza a instalação de painéis solares em sua casa, custando R$ 15 mil no total, após meses, vizinho ergue segundo e terceiro andar que prejudica eficiência do equipamento e caso vai parar na justiça
Veja quando o prejuízo pode gerar indenização ou exigir correção da obra
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Os painéis solares de R$ 15 mil perderam eficiência depois que o vizinho construiu um segundo e um terceiro andar no imóvel ao lado. A nova edificação passou a projetar sombra sobre o telhado durante parte do dia. O proprietário busca reparação na Justiça, mas a existência anterior do equipamento não impede automaticamente uma obra regular no terreno vizinho.
O Código Civil permite ao proprietário construir em seu próprio terreno, desde que respeite os direitos dos vizinhos e as normas administrativas. Isso significa que a ampliação precisa obedecer ao plano diretor, ao zoneamento, à altura máxima, aos recuos, ao coeficiente de aproveitamento e às exigências municipais aplicáveis ao endereço.
A instalação anterior dos painéis solares não cria, por si só, uma área protegida contra qualquer sombreamento futuro. Para impedir ou modificar a nova construção, o morador precisará demonstrar irregularidade urbanística, abuso do direito de construir, descumprimento de acordo ou outra limitação jurídica específica. A simples redução na geração de energia pode não ser suficiente.
Antes de atribuir a perda de eficiência exclusivamente aos novos andares , é necessário conferir a regularidade da obra e comparar o desempenho do sistema antes e depois do sombreamento. Alguns documentos são centrais nessa análise:
A indenização não é automática apenas porque o equipamento passou a produzir menos. O morador deve provar a redução, sua relação direta com a construção vizinha e a existência de uma conduta juridicamente irregular. Se o prédio estiver autorizado e respeitar todas as limitações, poderá prevalecer o direito do vizinho de aproveitar e ampliar seu imóvel.
O cenário muda quando a obra viola recuos, ultrapassa a altura permitida, diverge do projeto aprovado ou foi levantada com a intenção de prejudicar. Também pode existir proteção específica se houver acordo formal ou servidão registrada assegurando determinada passagem de luz. Sem um instrumento dessa natureza, a expectativa de insolação permanente pode ser difícil de sustentar.
Uma perícia pode calcular quanto da queda de geração decorre da sombra e quanto está relacionado a sujeira, falhas nos inversores, orientação das placas ou variações climáticas. Para fundamentar o pedido, o proprietário pode reunir:
A resposta dependerá da legalidade da construção e da prova técnica apresentada. Se houver irregularidade, podem ser discutidas adequação da obra, interrupção dos serviços, reparação dos prejuízos ou regularização administrativa. Se a ampliação estiver correta, alternativas como reposicionar as placas, alterar a inclinação ou instalar otimizadores podem ser avaliadas, com definição de quem suportará os custos conforme a responsabilidade apurada.
O investimento em energia solar não concede ao proprietário domínio sobre a altura dos imóveis vizinhos, mas também não autoriza uma ampliação contrária às normas urbanísticas. No processo, o ponto decisivo será comparar projeto, licenciamento, incidência solar e histórico de geração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.