Após 2° caso de homem morto pela polícia com dezenas de tiros, SSP diz que 'não tolera desvios' e vai entregar câmeras corporais ao DHPP
PMs atiram 24 vezes e matam homem já caído no chão durante abordagem na Zona Norte de SP Após a divulgação de dois casos de homens mortos por policiais militares com dezenas de tiros em São Paulo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou, nesta terça-feira (13), que "não tolera desvios de conduta e apura com rigor as circunstâncias" das ocorrências.
A manifestação ocorreu após o g1 e a TV Globo divulgarem imagens da morte de Antonio Nunes Batista, de 40 anos, atingido por 24 tiros disparados por policiais militares no dia 3 de outubro, na Brasilândia, Zona Norte da capital.
Segundo a família, Antonio tinha esquizofrenia e estava em surto no momento da abordagem. (Veja o vídeo acima.) Nas imagens, Antonio aparece sendo atingido por uma arma de choque e caindo no chão antes de receber os disparos.
Os policiais envolvidos afirmaram que atiraram para conter o homem, que estaria ameaçando pedestres com uma faca e uma barra de ferro.
O caso veio à tona dois dias após a divulgação da morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, atingido por 27 tiros de policiais militares em Moema, na Zona Sul de São Paulo.
O jovem estava desarmado, e um celular que carregava foi confundido com uma arma.
De acordo com a SSP, as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na ocorrência da Brasilândia, registrada na Avenida Inajar de Souza, já foram encaminhadas ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
PMs atiram 24 vezes e matam homem já caído no chão durante abordagem na Zona Norte de SP Arquivo Pessoal Já as imagens das câmeras corporais da ocorrência de Moema, do dia 10, serão encaminhadas nos próximos dias, seguindo o procedimento normal da corporação, diz a pasta.
“A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não tolera desvios de conduta e apura com rigor as circunstâncias do caso [envolvendo Antonio Nunes Batista].
Os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais e as armas foram apreendidas para perícia.”, disse a secretaria.
“As imagens das câmeras corporais estão em análise.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento da Corregedoria da PM.
Sobre as alegações de discriminação, a PM reforça que repudia o racismo e atua rigorosamente contra o crime”, declarou a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Caso na Brasilândia Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu após ser baleado por policiais militares na Zona Norte de SP.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.