As placas de liquidação aparecem nas 105 lojas praticamente ao mesmo tempo: depois de 43 anos, cerca de 10 mil trabalhadores acompanham a despedida definitiva da rede
A segunda grande crise não abriu espaço para outra recuperação: estoques, lojas e empregos passaram rapidamente para uma saída definitiva.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR As placas de liquidação chegaram às vitrines depois do Natal e já indicavam um encerramento completo. A Bradlees , criada em 1958, entrou no fim de 2000 com 105 lojas e cerca de 10 mil funcionários, mas iniciou 2001 vendendo estoques para encerrar toda a operação.
A companhia apresentou novo pedido de Chapter 11 em 26 de dezembro de 2000 . Ela havia saído de uma recuperação anterior pouco tempo antes, mas voltou a enfrentar queda no consumo, concorrência intensa e crédito comercial mais restrito.
Sem uma proposta capaz de sustentar a rede como negócio em funcionamento, a saída escolhida foi vender os estoques e desmontar a operação. O processo começou já com o encerramento como destino, e não com uma longa tentativa de manter parte das unidades.
A Bradlees chegou ao pedido com 10 mil funcionários registrados antes da falência . A estrutura também reunia 105 lojas e três centros de distribuição.
Os pontos estavam concentrados no Nordeste dos Estados Unidos e funcionavam como lojas de departamentos de desconto, com roupas, itens domésticos, eletrônicos e outras categorias sob o mesmo teto.
Em 4 de janeiro de 2001 , o tribunal autorizou as vendas de encerramento. Um grupo de liquidadores assumiu a tarefa de transformar mercadorias em caixa enquanto funcionários permaneciam temporariamente nas lojas para atender o público.
O movimento foi simultâneo porque não havia uma seleção de unidades a salvar. Conforme os estoques diminuíam, setores eram esvaziados, equipes eram reduzidas e os pontos deixavam de funcionar.
O fechamento foi mais rápido do que muitas retrospectivas posteriores sugerem. Uma decisão judicial do próprio processo registra que, em 5 de fevereiro de 2001 , as vendas de encerramento haviam terminado e as operações das lojas já tinham cessado.
Isso coloca pouco mais de um mês entre a autorização formal da liquidação e o fim das atividades varejistas. A administração da falência continuou depois, mas sem a antiga rede recebendo clientes.
Parte dos funcionários permaneceu apenas pelo tempo necessário para concluir as vendas finais. Como a companhia não estava reorganizando uma rede menor, o término de cada operação também eliminava os postos ligados a atendimento, estoque, gestão e distribuição.
A escala era grande: aproximadamente 10 mil pessoas estavam ligadas à empresa antes do pedido. Os desligamentos acompanharam a desmontagem das lojas e das estruturas de apoio.
Na recuperação iniciada em 1995, a Bradlees conseguiu sair do Chapter 11 e continuar operando. A crise de 2000 não produziu o mesmo resultado porque a companhia já entrou no processo sem uma solução viável para preservar a cadeia.
Assim terminou uma trajetória de 43 anos: a rede que havia sobrevivido à primeira grande reestruturação voltou ao tribunal, liquidou as 105 lojas e deixou de operar como varejista no início de 2001.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.