XP: balanço dos bancões deve ampliar distância entre vencedores e perdedores no setor
A temporada de balanços do terceiro trimestre deve reforçar a crescente diferença de desempenho entre os grandes bancos brasileiros, na avaliação da XP.
Itaú Unibanco ( ITUB4 ) e Bradesco ( BBDC4 ) devem apresentar resultados resilientes, sustentados por crescimento de receitas e maior eficiência operacional, enquanto Santander Brasil ( SANB11 ) e Banco do Brasil ( BBAS3 ) continuam enfrentando pressões sobre rentabilidade em meio à piora da qualidade de crédito e compressão de margens.
Segundo relatório da XP divulgado nesta quarta-feira, o Itaú deve seguir como referência de rentabilidade do setor no terceiro trimestre, beneficiado por crescimento disciplinado da carteira de crédito, margens resilientes e controle de custos.
Os analistas projetam lucro recorrente de R$ 12,5 bilhões entre julho e setembro, alta de 5,1% na comparação anual e de 0,6% frente ao trimestre anterior, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 23,4%.
A recomendação para o papel segue de compra, com preço-alvo de R$ 50.
Para o Bradesco, a XP espera mais um trimestre de evolução operacional, impulsionado principalmente pela expansão do resultado com clientes e ganhos de eficiência.
O banco deve registrar lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, avanço de 14,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 1,1% na comparação trimestral.
Ainda assim, a instituição deve continuar convivendo com aumento das despesas com provisões e efeito dilutivo temporário da recente capitalização, o que deve manter o ROE praticamente estável em 16,2%.
A recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 21.
Leia mais: Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira Já o Santander continua sendo visto como o elo mais fraco entre os bancos privados.
A XP prevê queda do lucro recorrente para R$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre, recuo de 30,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 7,8% frente ao trimestre anterior.
A expectativa é de continuidade da compressão da margem financeira e de provisões ainda elevadas, refletindo a migração para linhas de menor rentabilidade e a deterioração de parte da carteira de crédito.
O ROE deve cair para 11,5%.
Ainda assim, a XP mantém recomendação de compra para as units, com preço-alvo de R$ 44.
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